Com pessimismo sobre EUA e China, Bolsas de NY zeram ganhos no ano

Publicado em 11/08/2010 16:46 187 exibições
As Bolsas de Valores dos Estados Unidos operam em forte queda nesta quarta-feira, zerando os ganhos acumulados no ano depois que dados piores que o esperado sobre a atividade industrial na China e uma visão mais pessimista do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sobre a recuperação da economia do país aumentaram o pessimismo dos investidores.

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recua 2,25%, para 10.405 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq cai 2,80%, para 2.213 pontos. O índice Standard & Poor's 500 tem desvalorização de 2,63%, para 1.091 pontos. Este último caminha para o pior fechamento desde 16 de julho.

Os três principais índices voltaram a ficar no vermelho no acumulado do ano. O Nasdaq registra queda de 2,7% até hoje, enquanto o S&P 500 tem desvalorização de 2,1% e o Dow Jones apresenta baixa de 0,2%.

A Agência Nacional de Estatísticas da China informou hoje que o crescimento anual da produção industrial chinesa desacelerou em julho para 13,4%, ante 13,7% em junho.

"Nós estávamos esperando que a China ajudasse a economia dos Estados Unidos, e obviamente a atividade na China está desacelerando", afirmou Alan Lancz, presidente da Alan B. Lancz & Associates Inc., consultoria de investimentos norte-americana.

Na terça-feira, o banco central norte-americano informou que vai reinvestir o dinheiro de títulos hipotecários na dívida do governo para conter os recentes sinais de fraqueza. A autoridade monetária manteve as taxas de juro perto de zero e renovou promessa de deixá-las baixas por um período prolongado.

A medida foi anunciada após o Fed divulgar uma visão mais cautelosa sobre a recuperação. Em comunicado divulgado após a reunião de ontem, a autoridade monetária afirmou que a retomada da economia "desacelerou nos últimos meses." O documento reforça as declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, que afirmou no no mês passado que a perspectiva para a economia continua "atipicamente incerta".

Fonte:
Folha de São Paulo

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