Bovespa cai 0,2% no fechamento, mas acumula ganho de 1,6% na semana

Publicado em 03/09/2010 17:59 362 exibições

A forte alta das ações da Petrobras não foi suficiente para evitar que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrasse a jornada desta sexta-feira no campo negativo, na contramão das Bolsas americanas. Em Nova York, o investidor reagiu positivamente aos números do "payroll", que mostraram uma perda de postos de trabalho em agosto, porém num ritmo menor do que o esperado.

O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, desvalorizou 0,19%, aos 66.678 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,41 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avançou 1,24%.

Analistas destacaram que o sentimento de cautela foi mais forte na Bolsa brasileira do que a habitual influência do Dow Jones. "Acredito que os investidores não quiseram 'dormir' posicionados no mercado [de ações], com o feriado prolongado da semana que vem", comenta William Gonçalves, assessor da área de análise da Geral Investimentos.

Os papéis da Petrobras tiveram forte recuperação dos preços, já pelo terceiro dia. Os investidores reavaliam o preço do ativo após a definição das linhas gerais da capitalização. Somente a ação preferencial movimentou mais de R$ 1,3 bilhão em negócios, de longe o ativo mais negociado neste pregão. Esse papel teve forte ganho de 4,3%, enquanto a ação ordinária (que girou outros R$ 330 milhões) teve alta de 4,7%.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,731, em leve baixa de 0,05%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,733 e R$ 1,718.

"O dólar vem testando patamares cada vez mais baixos [nos últimos dias], provavelmente por conta de alguns investidores estrangeiros, que têm interesse em participar da capitalização", comenta Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do banco Confidence, lembrando ainda que as boas notícias do front externo, ainda que pontuais, ajudaram na queda sucessiva das taxas.

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA reportou uma perda de 54 mil vagas (entre abertura e extinção de postos de trabalho) no mês de agosto. Em julho, mais de 131 mil foram fechadas. Economistas do setor financeiro estimavam um resultado ainda pior para o mês passado, projetando o encerramento de 120 mil empregos. A taxa de desemprego subiu de 9,5% para 9,6%.

Ainda nos EUA, uma sondagem privada registrou um recuo no nível de atividade do setor de serviços, após uma sequência de sete meses de crescimento. O notório índice ISM teve uma leitura de 51,5 pontos para o mês passado, ante 54,3 em julho. Economistas do setor financeiro calculavam um patamar em torno dos 53 pontos.

No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um certo período) cresceu 1,2% no segundo trimestre deste ano (sobre o trimestre anterior), em uma desaceleração frente aos 2,7% registrados nos três primeiros meses do ano.

Em relação a igual período em 2009, a economia avançou 8,8%. Após a divulgação do PIB, o Banco Central anunciou uma projeção de 7,3% para o crescimento do produto nacional neste ano.

Fonte:
Folha Online

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário