SP: Preços agrícolas encerram agosto com alta de 1,61%

Publicado em 08/09/2010 16:50
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O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) fechou agosto com alta de 1,61%, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem animal ficou acima deste patamar, com aumento de 3,47%. Em compensação, o índice de preços dos produtos de origem vegetal subiu apenas 0,86%.
No acumulado de 12 meses, o índice geral subiu 27,27%, puxado pelo índice dos produtos vegetais, com varição positiva de 34,27%. Já o índice dos produtos animais fechou o período de um ano (até agosto) com alta de 9,76% . As principais elevações ocorreram nos preços das laranjas para indústria e para mesa, com respectivamente 154,15% e 117,8%. Aparecem em seguida as cotações do algodão (51,56%); do amendoim (36,34%); do feijão (30,62%); da carne suína (30,36%); do café (25,07%); da cana-de-açúcar (21,19%); da carne bovina (11,59%); da carne de frango (6,76%) e dos ovos (4,43%).
Os preços do feijão, da laranja para mesa e do amendoim em 2009 estiveram entre os mais baixos, dizem os pesquisadores do IEA José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti. Além disso, para a maioria dos produtos, especialmente os de safra anual, houve considerável redução do plantio e da oferta. Já os preços da cana-de-açúcar, mesmo com a apreciação cambial vigente, refletiram a alta da demanda internacional de açúcar, com a baixa oferta do produto indiano.
Por sua vez, as altas mais relevantes em agosto, comparado com julho, foram observadas nos preços do tomate (57,86%), da soja (11,21%), do milho (8,15%), da carne suína (7,77%), da carne bovina (6,00%) e do trigo (5,24%). O aumento no preço do tomate no período foi mais fruto de recuperação das baixas cotações verificadas no período anterior, mantendo tendência de alta, dizem os analistas do IEA. Essa majoração de preços ganhou intensidade devido às baixas temperaturas nas primeiras semanas de agosto, que afetam a produção.
Já os problemas climáticos na Austrália, na Rússia e na Ucrânia elevaram os preços no mercado internacional da soja, do milho e do trigo. Assim, criaram expectativas no mercado financeiro de aposta na alta dos alimentos no mercado futuro, segundo os autores da análise.
O consumo interno aquecido propiciou a elevação nos preços da carne suína, mesmo que as exportações em declínio não tenham permitido aumento maior no período, observam os pesquisadores do IEA. Cabe salientar que os custos de produção de suínos estão subindo, em virtude dos aumentos das cotações do milho e da soja, o que possivelmente acarretará um movimento altista para os próximos meses.
Quanto à carne bovina, a seca tem afetado severamente as regiões produtoras, reduzindo a qualidade das pastagens (a principal fonte de alimentos dos bovinos). Ao gerar menor oferta de animais no peso de abate, resulta em processo de ascensão nos preços da arroba do boi. O movimento de recuperação nas vendas para o exterior também tem influenciado essa subida na cotação bovina recente, dizem os analistas.
As quedas mais acentuadas em agosto ocorreram nos preços da batata (20,24%), do feijão (11,64%), do amendoim (8,62%) e do ovos (3,32%).  
Já no acumulado de doze meses (até agosto) as principais quedas ficaram por conta das olerícolas: tomate para mesa (53,92%) e batata (26,20%). Também houve redução de preços de commodities relevantes do mercado internacional, como trigo (17,70%) e soja (14,93%).
Fonte: Secr. de Agr. de SP

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