Dólar fecha a R$ 1,72, em sexta queda; Bovespa perde 0,65%

Publicado em 08/09/2010 17:00
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A taxa de câmbio brasileira ficou mais baixa já pelo sexto dia consecutiva, desvalorizando 2% desde segunda-feira da semana passada. Profissionais das mesas de operações citam a capitalização da Petrobras como o evento principal que fortalecendo a tendência de queda dos preços. Mas as captações privadas também mostram sinais de retomada: a Vale avisou hoje que deve ir ao mercado externo para levantar recursos (sem especificar o tamanho da operação).

Ganharam no destaque nos últimos dias os estudos de organismos estrangeiros sobre as perspectivas de investimentos para o país: a Unctad (Nações Unidas) apontou o país como o terceiro "alvo" mais promissor para as multinacionais nos próximos anos.

A cotação da moeda americana oscilou entre R$ 1,733 e R$ 1,721 no dia, finalizando as operações do dia a R$ 1,725, o que representa uma queda de 0,11% sobre o fechamento de segunda. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,840.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofre perdas de 0,65%, aos 66.315 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,95 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,56%.

Em relatório, o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, nota que o governo ainda não sinalizou a disposição de realizar "intervenções expressivas" no câmbio, algo temido por boa parte dos agentes financeiros. "Entretanto, avaliamos que uma queda mais acentuada, com ameaça de romper a barreira de R$ 1,70/US$, levaria o Banco Central a elevar a compra de divisas no mercado à vista", afirma.

Entre as principais notícias do dia, o Banco Central revelou que, pelo terceiro mês consecutivo, o saldo de entradas e saídas de dólares foi negativo (US$ 680 milhões).Nesse mesmo período, o BC aumentou suas compras de moeda no mercado à vista, praticamente triplicando as intervenções na comparação com julho. Apesar desse quadro, os bancos continuam apostando na queda das taxas: segundo a autoridade monetária, as "apostas" das instituições financeiras nessa tendência somaram mais de US$ 13 bilhões em agosto.

O banco central americano divulgou hoje que, em quase metade das 12 regiões pesquisadas, ainda há sinais de desaceleração da economia. Segundo o Federal Reserve, o consumidor ainda limita suas compras a produtos essenciais, enquanto o setor imobiliário continua a mostrar um ritmo lento de vendas.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas apontam direções mistas. Amanhã, o Banco Central divulga a ata da reunião da semana passada, quando decidiu manter a taxa básica de juros em 10,75% ao ano.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista recuou de 10,64% ao ano para 10,62%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,67%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,34% para 11,36%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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