Dólar fecha a R$ 1,72, em sétimo dia de desvalorização; Bovespa sobe 0,22%

Publicado em 09/09/2010 16:49
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O mercado de câmbio doméstico mostra dificuldades em romper o "piso" de R$ 1,72, preço que fez o Banco Central "arregaçar" as mangas e ressuscitar uma prática não vista desde maio, multiplicando suas intervenções na praça financeira. A perspectiva de um forte ingresso de recursos, porém, tem reforçado o viés de baixa dos preços e hoje, pelo sétimo dia consecutivo, a taxa de fechamento cedeu.

Dessa forma, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,723 nas últimas operações, em leve queda de 0,11%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,728 e R$ 1,721. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,840.

O Banco Central repetiu a dose de ontem e entrou no mercado de moeda por duas vezes: às 12h10 (hora de Brasília), quando aceitou ofertas por R$ 1,7236 (taxa de corte), e às 15h49, quando tomou dólares por R$ 1,7242.

Ainda aberta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta de 0,22%, aos 66.556 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,31 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,53%.

"Vai ser uma briga difícil para o BC [conter a queda], com todas essas captações [externas] que estão ocorrendo. Em paralelo, está todo mundo 'vendido' [apostando na baixa das cotações, por meio de operações no mercado futuro], mesmo com a piora do deficit externo. Acho que o BC vai segurar até onde é possível, mas depois, ele pode deixar as 'barreiras' romperem", comenta Marcos Trabold, da mesa de operações da B&T Corretora.

O operador, assim como outros profissionais da área, vê uma resistência bem mais forte no preço de R$ 1,70, quando o BC realmente pode aumentar seu grau de "intervenção" nos negócios com a moeda e, talvez, voltar a oferecer os contratos de "swap" cambial (equivalentes a operações de compras, mas no mercado futuro).

A Vale comunicou ao mercado que deve levantar em torno de US$ 1,75 bilhão no mercado externo, por meio da oferta de títulos de dívida com prazo de dez e 29 anos.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas cederam na maior parte dos contratos. A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) mostrou que o BC espera que os índices de inflação convirjam para a meta nos próximos meses.

O índice IPCA teve variação de 0,04% em agosto, divulgou hoje o IBGE. Trata-se da menor taxa para este mês desde 1998. Nos 12 meses, a inflação acumulada é de 4,49%, a mais baixa do ano.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista caiu de 10,63% ao ano para 10,62%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada retrocedeu de 10,67% para 10,65%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 11,36% para 11,29%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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