Em seu 10º dia de queda, dólar fecha a R$ 1,70, a menor taxa desde novembro

Publicado em 14/09/2010 16:55
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Há mais um ano o mercado de câmbio não via uma sequência tão extensa (dez dias consecutivos) de desvalorização da taxa de câmbio brasileira. Como resultado, os preços recuaram para os menores níveis desde 9 de novembro, na sessão desta terça-feira.

A cotação da moeda americana não atingiu a marca de R$ 1,72 no patamar máximo do dia (R$ 1,717) e, encerrou a rodada de hoje bem perto do menor preço registrado no dia (R$ 1,705): em R$ 1,708, numa queda de 0,46% sobre ontem.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recua 0,43%, aos 67.727 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,40 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,21%.

"A grande dúvida do mercado é se isso [a desvalorização do dólar] é pontual, por conta da capitalização da Petrobras. Será que, depois que todos os recursos [externos] entrarem no país, para participar dessa operação, essa taxa de câmbio não volta?", questiona Glauber Romano, analista da Intercam Corretora.

As ofertas públicas de ações no Brasil costumam atrair um forte ingresso de capital estrangeiro, o que contribui para derrubar os preços da moeda americana.

O economista, à semelhança de outros profissionais do segmento, não acredita que o BC faça algo a mais do que já tem feito desde a semana passada, intensificando suas compras de moeda no mercado à vista. "O governo está esperando passar a capitalização. Se ele fizer algo agora, vai dar 'murro em ponta de faca'", avalia.

A autoridade monetária entrou por duas vezes no mercado, por volta das 11h (hora de Brasília) e perto das 16h, aceitando ofertas por R$ 1,7104 (no primeiro leilão) e R$ 1,7062 (no segundo leilão).

Entre as principais notícias do dia, o Tesouro Nacional anunciou a captação de US$ 500 milhões no mercado internacional, uma operação já antecipada pelos agentes financeiros.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis na comparação com os negócios de ontem.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista foi mantida em 10,63% ao ano; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,66%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,33% para 11,32%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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