Bovespa avança 1,59%; ações da Petrobras valorizam mais de 5%

Publicado em 23/09/2010 15:38
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O mercado brasileiro de ações segue na contramão dos mercados externos e registra forte alta na rodada de negócios desta quinta-feira. A procura pelas ações da Petrobras contribui para a recuperação de hoje da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), em seu maior nível de preços desde o final de abril.

O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, avança 1,59%, aos 69.413 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,17 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (Bolsa de Nova York) tem leve baixa de 0,06%.

A ação preferencial da Petrobras, que movimenta quase R$ 1 bilhão em negócios, valoriza 5,15% no pregão de hoje, enquanto a ação ordinária tem ganho de 4,44% (giro de R$ 245 milhões).

Desde a definição do cronograma da oferta, o papel foi 'castigado' pelo mercado. Segundo analistas, havia interesse de algum investidores em desvalorizar esses papéis de modo a influenciar o preço das novas ações. Quanto menor esse preço, mais baixo seria o capital necessário para participar da capitalização.

O preço da nova ação da Petrobras, lançada por meio dessa oferta pública, deve ser divulgado ainda hoje, após o encerramento das operações.

O dólar comercial é cotado por R$ 1,718, em queda de 0,17%. A taxa de risco-país marca 209 pontos, número 0,47% abaixo da pontuação anterior.

Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA registrou um montante de 465 mil pedidos de auxílio-desemprego até a semana do dia 18, o que representa um crescimento de 12 mil solicitações em relação ao número imediatamente anterior de 453 mil (dado revisado). Economistas do setor financeiro estimavam uma cifra abaixo dos 450 mil.

A entidade privada NAR (associações de corretores) informou um aumento surpreendente (7,6%) das vendas de casas usadas nos EUA em agosto, após uma queda de 19% em julho.

Ainda na cena externa, uma sondagem privada apontou uma queda no ritmo do crescimento dos setores de serviços e manufatureiro da zona do euro no mês de setembro. O índice Markit do setor de serviços, feito com cerca de 2 mil empresas, caiu para 53,6 na leitura preliminar deste mês, comparado ao dado de 55,9 em agosto. É a menor leitura desse índice desde fevereiro.

No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou uma taxa de desemprego média de 6,7% em agosto, ante 6,9% em julho e de 8,1% em agosto do ano passado. Trata-se do menor índice da série histórica, iniciada em março de 2002.

Fonte: Folha Online

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