Dólar fecha a R$ 1,71; Bovespa retrocede 0,75%

Publicado em 24/09/2010 17:01
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A taxa de câmbio brasileira voltou a testar o piso informal de R$ 1,70, apesar das novas intervenções do Banco Central no mercado de moeda. A autoridade monetária usou a "estratégia" dos últimos dias, fazendo um leilão por volta das 12h30 (hora de Brasília) e outro "tardio", perto das 16h.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,711, em queda de 0,52%, nas últimas operações desta sexta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,720 e R$ 1,708. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,830 para venda e por R$ 1,660 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cede 0,75%, aos 68.275 pontos. O giro financeiro é de R$ 10,13 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 1,86%.

Desde a última sexta-feira, o nível das reservas internacionais do país saltou de US$ 268,10 bilhões para US$ 273, 04 bilhões (até ontem). Entre o final de agosto e o último dia 10, antes do BC promover dois leilões por dia para compra de dólares, portanto, as reservas passaram de US$ 261 bilhões para US$ 262 bilhões.

Essa oscilação sinaliza o grau de "agressividade" da autoridade monetária em suas atuações, que oficialmente busca conter uma volatilidade excessiva dos preços da moeda americana. O ministro Guido Mantega (Fazenda) ainda tem lançado mão de "artilharia verbal", lembrando sempre que o Fundo Soberano já está pronto para ser usado para enxugar o excesso de dólares na praça financeira.

Embora analistas reconheçam que a ação oficial tem evitado que a taxa de câmbio desvalorize muito rapidamente, apontam o efeito limitado dessas medidas, já que a desvalorização do dólar no mercado doméstico, além de seguir a tendência internacional, reflete "fundamentos".

"No Brasil, o ingresso de recursos externos deverá continuar elevado, mesmo com o término da oepração de capitalização [Petrobras] já conhecida de todo o mercado", lembram os analistas da Prosper Corretora, em seu relatório diário de mercado.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram na maior parte dos contratos negociados.

A Fipe divulgou a inflação medida pelo IPC, que foi de 0,35% na terceira quadrissemana, acima das expectativas (0,28%).

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de de 10,67% ao ano para 10,66%. No contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista foi mantida em 11,53%; e no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 11,83% para 11,81%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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