New York Times realça falta de carisma de Dilma; veja repercussão internacional

Publicado em 04/10/2010 07:26
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Jornais e revistas do mundo todo falaram a respeito do 2º turno presidencial no Brasil.

Veja, abaixo, as principais repercussões dos jornais internacionais.

NEW YORK TIMES

Para o jornal americano "New York Times", a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sofre com a falta de carisma que tornou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tão popular no país.

"Especialistas não têm dúvida de que Rousseff irá prevalecer no segundo turno contra [o tucano José] Serra. Apesar de sua falta de experiência política e carisma, ela foi exaltada na onda de prosperidade no Brasil sob a liderança de Lula, cujos índices de aprovação chegam a 80%", escreve o "NYT".

"Rousseff, que militou contra a ditadura na década de 1960, é considerada uma administradora competente, mas sofre com a falta do carisma sedutor que ajudou Lula a se tornar tão popular", continua o jornal.

O "NYT" diz ainda que o fato de a eleição não ter sido decidida no primeiro turno se deve à "presença forte" da candidata Marina Silva. "Rousseff perdeu votos por conta da presença forte de uma terceira candidata, Marina Silva, do Partido Verde, ex-ministra do Meio Ambiente, que teve mais de 19% dos votos".

LE MONDE

O jornal francês destaca as eleições presidenciais na primeira página de seu site e também ressalta que a campanha de Roussef preza a "continuidade da política que tem ajudado a tirar milhões de brasileiros da pobreza e do país experimentar um boom econômico sem precedentes".

DER SPIEGEL

A revista alemã ainda mantinha a apuração parcial dos votos em seu site --apontando que, se a apuração seguisse o caminho indicado, a eleição iria para 2º turno.

A "Der Spiegel" também traz a recusa de Lula sobre uma suposta candidatura em 2014, com uma citação atribuída a Lula: "Não, não. Se você já esteve na Presidência, então só precisa de paz na vida".

EL PAÍS

O diário espanhol põe as eleições em submanchete, e destaca Marina Silva (PV) como um "fator decisivo" para o 2º turno. "Dilma Rousseff não conseguiu evitar uma segunda etapa eleitoral", diz o texto, apontando também que assessores da candidata já admitiam 2º turno na tarde de domingo (3).

"Lula escolheu uma sucessora improvável, pouco conhecida, e se lançou com todas as suas forças e enorme popularidade (80%) em uma campanha eleitoral agitada", diz o jornal. "Esse 2º turno será, sem dúvida, decepcionante para o presidente mais popular de toda a história do Brasil, que acreditou poder transmitir todo esse respaldo pessoal".

WALL STREET JOURNAL

Para o "Wall Street Journal", a decisão no segundo turno demonstra um grande revés nas previsões feitas por especialistas. "Dilma Rousseff, 62, uma ex-guerrilheira esquerdista, terminou em primeiro lugar com uma grande folga na eleição presidencial do Brasil neste domingo, mas falhou ao não conseguir votos suficientes para evitar um segundo turno no maior país da América Latina --um revés para uma candidata cuja vitória no primeiro turno era certa algumas semanas atrás", diz o "WSJ".

THE INDEPENDENT

O jornal britânico "The Independent" aponta que Dilma está tentando ser a primeira chefe de Estado mulher no Brasil --e também narra brevemente a trajetória da ex-ministra enquanto combatente antagônica ao regime militar (1965-1984). Sobre Serra, o jornal diz apenas que ele era governador do Estado de São Paulo --e que perdera as eleições presidenciais para Lula em 2002 como representante do PSDB.

THE TIMES

Já o também inglês "The Times" coloca, em chamada de capa, que "Dilma Roussef promete aos eleitores que seguirá os passos do presidente Lula para reduzir o abismo entre ricos e pobres".

REUTERS

A agência destaca que Rousseff foi "escolhida a dedo" por Lula para continuar suas "políticas esquerdistas que fizeram do Brasil um dos mais empolgantes mercados emergentes." A Reuters ressalta ainda que "nem Rousseff, nem Serra fogem dos programas sociais e políticas que favorecem o investimento estrangeiro que fizeram Lula popular."

THE DAILY TELEGRAPH

O inglês "The Daily Telegraph" indica que "Dilma Rousseff, a favorita para vencer as eleições presidenciais no Brasil, foi forçada a um segundo turno com seu principal rival, depois de não assegurar os 50% de votos no primeiro turno". O jornal aponta ainda uma "inesperado crescimento tardio" da terceira candidata, Marina Silva (PV), com 19,5% dos votos válidos.

O diário britânico diz ainda que as recentes descobertas sobre Erenice Guerra, somadas a questões cristãs sobre as posições de Dilma sobre o aborto e outros problemas sociais aparentemente instituiu dúvidas na cabeça dos eleitores --a ponto de custar a ela a vitória no 1º turno.

DAILY MAIL

Em um texto inserido à tarde no site do jornal, Dilma é chamada de "guerrilheira e marxista por formação", que pode vir a se tornar "a mulher mais poderosa do mundo" --mais influente que a secretária de Estado Hillary Clinton ou que a chanceler alemã Angela Merkel. Entretanto, até a publicação da reportagem, o jornal não publicou nenhum resultado do primeiro turno das eleições brasileiras.
Fonte: Folha Online

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