Mercado desafia governo a usar outras armas para conter valorização do real

Publicado em 06/10/2010 10:20
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Na queda de braço do câmbio brasileiro, os investidores nacionais e estrangeiros desafiam o governo a utilizar as outras armas de que disporia para segurar a apreciação do real.

Além do IOF, o mercado aguarda com curiosidade a possível atuação do Fundo Soberano do Brasil. Apesar da autorização formal do conselho gestor do fundo, há dúvidas se o regimento interno permite esse tipo de atuação. Também são desconhecidos detalhes operacionais de eventuais comunicados, volumes e horários das atuações.

Operadores de câmbio também cogitam a volta da atuação do BC por meio de derivativos como o "swap cambial reverso", instrumento que equivale à compra de dólar futuro e cria demanda pela moeda americana, elevando as cotações.

O instrumento costuma ser utilizado quando o BC nota uma "especulação" com as taxas futuras.

O BC chegou a sondar os bancos em agosto para medir a demanda pelo instrumento. Acabou desistindo por entender que não havia uma "bolha de expectativa" infundada no câmbio.

A moeda caía por conta da possível entrada de US$ 20 bilhões com a oferta de ações da Petrobras.

Na avaliação de Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO, o problema no câmbio brasileiro se deve às apostas dos investidores no mercado futuro.

No entanto, ele acredita que, se o BC voltar a vender o "swap cambial reverso", só vai dar mais munição para os investidores apostarem ainda mais na desvalorização do dólar. "O governo não tem o que fazer."
Fonte: Folha de São Paulo

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Eu fico abismado com a ignorância vigente, este abobalhamento generalizado - ora, se o prêço do dólar é fixado no mercado Virtual da BM&FBovespa, de que adianta aplicar "remédios" sobre o fluxo (físico) da moeda americana em nosso país? Solução é implantar uma "quarentena" para sair do nosso país. Quero ver esta turma ter coragem para trazer dólares para cá, fisicos ou virtuais, e aplicá-los sem fazer hedge. Capitais de longo prazo sempre serão bem vindos em qualquer país do mundo! O que não pode é deixar uma porta aberta para fugir ao primeiro sintoma de risco.

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