Mercado de câmbio renova taxa mínima do ano e fecha a R$ 1,65; Bovespa sobe 1,17%

Publicado em 13/10/2010 16:46
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Desde 1º de setembro de 2008 o mercado de câmbio brasileiro não via um preço para a moeda americana tão baixo como o desta quarta-feira, que "cumpriu" os prognósticos feitos na semana passada.

Analistas avaliam, no entanto, que o piso "psicológico" de R$ 1,65 deve enfrentar resistências daqui para frente. Anteriormente, os agentes financeiros já haviam mostrado reticências em romper o patamar de R$ 1,70, um preço mínimo que se manteve por cerca de dois anos.

Hoje, as cotações oscilaram entre o nível máximo de R$ 1,664 e o mínimo de R$ 1,653. No encerramento das operações, a moeda foi negociada por R$ 1,655, o que representa uma queda de 0,66% sobre a taxa final de segunda-feira.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,730 para venda e por R$ 1,600 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 1,17%, aos 71.775 pontos. O giro financeiro é de R$ 8 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 1,01%.

Entre as principais notícias do dia, o Banco Central informou que o fluxo de dólares para o país continuou forte, mesmo com a incidência de uma alíquota dobrada sobre aplicações em renda fixa por estrangeiros. O saldo cambial bateu a casa dos US$ 2,2 bilhões neste mês (até o dia 8).

No ano passado, considerando o mesmo período (os primeiros seis dias úteis do mês), o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,611 bilhões.

Para conter essa enxurrada de dólares, as compras do BC também foram expressivas: a autoridade monetária adquiriu US$ 2,764 bilhões no mercado de dólar à vista somente neste mês (até o dia 8), quase o mesmo que as intervenções em todo o mês de agosto (US$ 3 bilhões). O mês de setembro foi atípico, devido à capitalização da Petrobras -- o que atraiu um montante elevado de capital estrangeiro e obrigou o BC a intensificar suas ações no câmbio.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram nos contratos de prazo mais longo.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 10,65% ao ano; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,40% para 11,34%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 11,83% para 11,77%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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