Emprego na indústria varia 0,1% em agosto

Publicado em 14/10/2010 08:07
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De julho para agosto, o crescimento no emprego industrial ficou em 0,1%, já descontados os efeitos sazonais, oitavo resultado positivo consecutivo, segundo mostra a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES). Na comparação com agosto de 2009, houve expansão de 5,2%, sétima taxa positiva seguida nesse tipo de comparação. O indicador acumulado no ano chegou a 3,2%. O acumulado nos últimos 12 meses saiu de 0,5% em julho para 0,5% em agosto, mantendo a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2009 e marcando a primeira taxa positiva desde março do ano passado. O número de horas pagas teve aumento de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior. Já em comparação com os mesmos períodos do ano passado, a alta foi de 6,4% no índice mensal e de 4,2% no acumulado dos oito primeiros meses do ano. A folha de pagamento real dos trabalhadores diminuiu 2,9% frente a julho, enquanto que, em relação a iguais períodos de 2009, houve crescimento de 9,0% na taxa mensal e de 6,1% no acumulado do ano.

Na comparação com agosto de 2009, o contingente de trabalhadores aumentou nas quatorze áreas investigadas, com destaque para São Paulo (3,8%), região Nordeste (6,7%), Rio Grande do Sul (8,1%), região Norte e Centro-Oeste (7,9%) e Minas Gerais (4,4%). No estado paulista, as principais contribuições positivas vieram de meios de transporte (7,9%), máquinas e equipamentos (7,9%) e têxtil (12,9%). Na região Nordeste, observou-se expansão no emprego industrial em 13 dos 18 setores investigados, com destaque para calçados e couro (13,0%), alimentos e bebidas (6,1%) e vestuário (8,0%). No Rio Grande do Sul, na região Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais, as principais contribuições vieram, respectivamente, de máquinas e equipamentos (27,0%); minerais não metálicos (40,5%); e produtos de metal (28,5%).

Em termos setoriais, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial ficou positivo em 13 dos 18 setores investigados, com destaque para os avanços observados em máquinas e equipamentos (12,7%), meios de transporte (9,5%), produtos de metal (9,0%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,8%), calçados e couro (8,0%) e metalurgia básica (12,9%). Por outro lado, entre as atividades que apresentaram queda, o impacto negativo mais relevante sobre o total da indústria veio do setor de vestuário (-2,5%).

No indicador acumulado nos oito primeiros meses do ano, o nível de contratações na indústria avançou 3,2% frente a igual período do ano anterior, atingindo todas as regiões e 13 dos 18 setores investigados. Entre os locais, São Paulo, com expansão de 2,7%, exerceu a principal influência sobre o total da indústria, vindo a seguir região Nordeste (5,1%), Rio Grande do Sul (4,3%) e região Norte e Centro-Oeste (4,4%). Setorialmente, os destaques positivos permaneceram vindo de máquinas e equipamentos (6,1%), alimentos e bebidas (2,1%), calçados e couro (6,7%), produtos de metal (5,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%), têxtil (6,9%) e meios de transporte (4,2%). Por outro lado, os ramos de madeira (-7,3%) e de vestuário (-1,7%) responderam pelos impactos negativos mais relevantes sobre a média global.

A PIMES mostra que os resultados do emprego industrial em agosto permaneceram positivos. Na série com ajuste sazonal, observa-se o oitavo mês consecutivo de expansão frente ao mês imediatamente anterior e a manutenção da trajetória ascendente no índice de média móvel trimestral iniciada em julho do ano passado. Nas comparações com iguais períodos de 2009, os resultados dos índices mensal (5,2%) e acumulado no ano (3,2%) marcam a continuidade da expansão, com perfil disseminado de crescimento que atingiu todos os locais e a maior parte dos setores pesquisados. Na análise dos índices por quadrimestres, o total do pessoal ocupado assalariado avançou 5,0% no período maio-agosto, ritmo de crescimento mais intenso que o observado nos quatro primeiros meses do ano (1,4%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, refletindo não só a recuperação gradual do emprego na indústria ao longo de 2010, mas também a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional.

 Número de horas pagas teve aumento de 0,8% em relação a julho

Em agosto, o número de horas pagas no setor industrial voltou a crescer na comparação com o mês imediatamente anterior (0,8%), na série livre de influências sazonais, após recuar 0,3% em julho. Ainda na série com ajustamento sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou a décima terceira taxa positiva consecutiva, ao apontar variação positiva (0,2%) entre julho e agosto.

Nas comparações contra iguais períodos do ano passado, os resultados permaneceram positivos: 6,4% frente a agosto de 2009, taxa mais elevada desde o início da série histórica, e 4,2% no indicador acumulado nos oito primeiros meses do ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses passou de 0,1% em julho para 1,2% em agosto, mantendo a trajetória ascendente iniciada em novembro do ano passado e registrando seu resultado mais elevado desde janeiro de 2009 (1,4%).

No confronto com agosto de 2009, o número de horas pagas cresceu em todos os locais pesquisados, com o principal impacto sobre a média global vindo de São Paulo (5,7%), impulsionado principalmente pelos ramos de meios de transporte (12,7%), alimentos e bebidas (7,7%) e máquinas e equipamentos (10,4%). Destacaram-se também os avanços vindos da região Nordeste (6,6%), em função do aumento no número de horas pagas nos setores de calçados e couro (14,7%) e de alimentos e bebidas (7,5%), da região Norte e Centro-Oeste (9,0%), por conta do crescimento observado em minerais não metálicos (41,0%) e produtos de metal (26,4%), e do Rio Grande do Sul (8,6%), influenciado principalmente pelas expansões em máquinas e equipamentos (28,0%), meios de transporte (23,1%) e calçados e couro (6,1%).

Setorialmente, ainda na comparação com agosto do ano anterior, houve aumento no número de horas pagas em 13 dos 18 segmentos pesquisados, com máquinas e equipamentos (14,5%) exercendo o principal impacto positivo na média global, seguido por alimentos e bebidas (4,7%), meios de transporte (12,6%), produtos de metal (9,9%), metalurgia básica (17,0%) e minerais não metálicos (10,2%). Já vestuário (-2,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,2%) exerceram as pressões negativas mais relevantes.

No indicador acumulado nos oito primeiros meses do ano (4,2%), observou-se perfil disseminado de crescimento, com 14 setores e 14 locais apontando avanço no número de horas pagas. Entre os ramos industriais, as principais contribuições positivas no resultado global vieram de alimentos e bebidas (3,2%), meios de transporte (8,4%), máquinas e equipamentos (8,5%), produtos de metal (6,4%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,0%), enquanto madeira (-7,0%) e vestuário (-1,5%) registraram os impactos negativos mais relevantes. Regionalmente, São Paulo (4,1%) permaneceu exercendo a principal influência sobre o total da indústria, vindo a seguir região Nordeste (5,0%), Rio Grande do Sul (4,9%) e região Norte e Centro-Oeste (4,8%).

Valor da folha de pagamento real caiu 2,9%

Em agosto de 2010, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 2,9% em relação a julho, após assinalar dois meses seguidos de crescimento, que acumularam expansão de 5,3%. Ainda na série com ajuste sazonal, mesmo com a queda observada em agosto, o índice de média móvel trimestral avançou 0,7% entre os trimestres encerrados em julho e agosto, permanecendo com a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado.

No confronto com iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real mostrou expansão de 9,0% em relação a agosto do ano passado, oitava taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, e de 6,1% no acumulado dos oito primeiros meses do ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória ascendente desde dezembro de 2009 (-2,6%), cresceu 1,3 ponto percentual entre os meses de julho (1,2%) e agosto (2,5%), e marcou seu resultado mais elevado desde maio de 2009 (3,0%).

Em comparação com agosto de 2009, o valor da folha de pagamento real apontou crescimento de 9,0%, com taxas positivas em todos os 14 locais pesquisados. A influência mais relevante sobre a média da indústria ficou com São Paulo (6,2%), em função das expansões observadas em meios de transporte (12,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,1%) e máquinas e equipamentos (7,5%). Destacam-se também os avanços no valor real da folha de pagamento assinalados por Rio Grande do Sul (14,4%), por conta de máquinas e equipamentos (32,5%), meios de transporte (24,6%) e calçados e couro (9,1%); Rio de Janeiro (12,7%), sustentado pelos resultados positivos vindos de meios de transporte (19,7%), metalurgia básica (36,2%) e indústrias extrativas (9,5%); e Minas Gerais (9,4%), em função dos aumentos registrados em produtos de metal (46,3%), meios de transporte (11,5%) e indústrias extrativas (12,1%).

Setorialmente, ainda na comparação com agosto do ano anterior, o valor da folha de pagamento real avançou em 16 dos 18 ramos investigados, com destaque para as influências positivas vindas de meios de transportes (14,7%), máquinas e equipamentos (13,1%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (15,9%), produtos de metal (11,7%) e metalurgia básica (13,2%). As duas taxas negativas foram assinaladas por papel e gráfica (-1,2%) e madeira (-0,1%).

O indicador acumulado nos oito primeiros meses do ano cresceu 6,1% frente a igual período do ano anterior, com aumento do valor da folha de pagamento real em todos os 14 locais e em 17 atividades. Regionalmente, os impactos mais significativos sobre o total da indústria vieram de São Paulo (4,4%), Rio de Janeiro (9,2%), Rio Grande do Sul (8,2%), Paraná (9,3%) e região Norte e Centro-Oeste (8,8%). Nestes locais, os maiores incrementos na massa salarial foram registrados, respectivamente, em máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,8%), meios de transporte (3,0%) e alimentos e bebidas (5,2%); meios de transporte (20,1%), metalurgia básica (25,4%) e indústrias extrativas (4,7%); máquinas e equipamentos (13,5%), meios de transporte (13,5%) e alimentos e bebidas (7,8%); meios de transporte (17,0%) e máquinas e equipamentos (18,9%); e alimentos e bebidas (6,2%), indústrias extrativas (17,8%) e minerais não metálicos (30,0%). Setorialmente, as principais influências positivas ficaram com meios de transporte (7,1%), alimentos e bebidas (5,5%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,4%), máquinas e equipamentos (6,1%) e borracha e plástico (8,5%), enquanto o setor de madeira (-4,0%) permaneceu exibindo o único resultado negativo no índice acumulado no ano.
Fonte: Ricardo Bergamini

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