Dólar fecha a R$ 1,66; Bovespa perde 0,34%

Publicado em 14/10/2010 16:47
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A taxa de câmbio doméstica teve um repique na sequência de três dias consecutivos de queda, mas durante o dia chegou a oscilar (por poucos minutos) abaixo de R$ 1,65, que vem sendo considerado o novo "piso" informal para os preços da moeda americana.

Nesse cenário, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,663, em um avanço de 0,48%, nas últimas operações desta quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,600 para compra.

Ainda aberta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em queda de 0,34%, aos 71.429 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,94 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,35%.

"Logo pela manhã, nós realmente vimos o dólar chegar a R$ 1,646, mas por pouco tempo. Nesses preços, você já começa a ver ordens de compra muito rapidamente. É o momento em que importadores se apressam para fazer ajustes em suas posições", comenta Marcos Trabold, profissional da mesa de operações da B&T Corretora.

Agentes financeiros e demais participantes do mercado de moeda especulam quando o governo deve lançar a próxima rodada de medidas para conter a valorização excessiva do real.

Já se tornou praticamente um consenso de que o aumento do IOF (imposto sobre operações financeiras) para aplicações de renda fixa feitas por estrangeiros, ou a ampliação do limite de compras pelo Tesouro não serão suficientes. E faltando duas semanas para o final do segundo turno das eleições à Presidência, analistas acreditam que o governo ainda deve aguardar mais uns poucos dias antes de "voltar à carga".

Hoje, o Banco Central realizou os seus dois leilões de praxe para compra de moeda: o primeiro, quando tomou dólares por R$ 1,6625, e o segundo, quando aceitou ofertas por R$ 1,6628 (taxa de corte).

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas voltaram a cair nos contratos de prazo mais longo.

A FGV (Fundação Getulio Vargas) registrou uma inflação de 0,75% em outubro, pela leitura do IGP-M, ainda em sua primeira estimava prévia. Economistas estimavam uma variação entre 0,75% e 1,19%. Em setembro, no mesmo período, a taxa foi de 0,99%. No ano, a variação foi de 8,70%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 8,53%.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,64% ao ano; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista recuou de 11,33% para 11,25%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada retrocedeu de 11,73% para 11,60%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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