Dólar fecha a R$ 1,66; Bovespa tem queda de 0,25%

Publicado em 18/10/2010 17:06
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Após o rompimento do piso informal de R$ 1,70, o mercado de câmbio doméstico tem respeitado o limite de R$ 1,65, o preço mínimo a que cotação da moeda americana chegou a atingir no encerramento das operações no dia.

Hoje, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,666, mantendo a taxa de fechamento da semana passada. Durante o expediente, a moeda americana chegou a ser negociada por R$ 1,678, no máximo, e por R$ 1,659, no mínimo.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,610 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem perda de 0,25%, aos 71.652 pontos. O giro financeiro é de R$ 9,6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,66%

Embora o governo tenha mulplicado as indicações de que vai tomar novas medidas para conter a desvalorização do dólar na praça doméstica, estabeleceu uma aparente "trégua" após majorar o IOF para investimentos estrangeiros (em renda fixa) e ampliar os limites de compras de moeda pelo Tesouro. O Banco Central continua diariamente "enxugando" o excesso de dólares no mercado à vista, por meio de dois leilões --um por volta do horário de almoço e outro em torno das 16h (hora de Brasília).

O presidente do BC, Henrique Meirelles, declarou hoje que as autoridades econômicas ainda aguardam os efeitos das medidas já aplicadas. "Todos os países estão tomando medidas para proteger suas próprias economias e o Brasil está tomando todas as providências para isso. A melhor postura nesse momento é nós aguardarmos", afirmou ele.

Profissionais de corretoras e bancos discutem quais podem ser as próximas medidas oficiais e ganhou força a "hipótese" de que a ação deve ser no sentido de restringir operações no mercado futuro de moeda. Por enquanto, há a expectativa de que, se realmente houver novidades nessa área, estão aguardadas para o fim do segundo turno eleitoral.

O mercado, por enquanto, manda sinais de que, quaisquer que sejam essas medidas, não serão suficientes para reverter a tendência de queda das cotações que tem predominado.

O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou que boa parte dos economistas do setor financeiro (bancos e corretoras) revisou para baixo suas projeções para a taxa de câmbio em dezembro: a taxa prevista caiu de R$ 1,75 para R$ 1,70.

O mesmo relatório apontou que o IPCA projetado por esses economistas --de acordo com a mediana das expectativas-- passou de 5,15% para 5,20%. No entanto, esses especialistas ainda mantiveram a expectativa de que a taxa básica de juros do país vai terminar o ano em 10,75% ao ano.
Fonte: Folha Online

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