Um dia após IOF mais alto, dólar recua e fecha a R$ 1,67 ; Bovespa avança 0,88%

Publicado em 20/10/2010 16:53
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De "cabeça fria", o mercado de moeda devolveu parte da forte alta das taxas de câmbio na jornada de ontem. Para analistas, o nervosismo com o aperto monetário chinês (a alta dos juros) teve efeito até maior do que o aumento do IOF para investimentos de estrangeiros.

A medida do governo brasileiro foi elogiada por alguns analistas por restringir a entrada de capital "especulativo". Mas também era opinião corrente entre muitos de que a novo ataque ao câmbio valorizado não seria suficiente para reverter a tendência mundial de enfraquecimento do dólar.

O mercado tem a expectativa de que o banco central americano vai lançar uma nova rodada de estímulo financeiro ("quantitative easing"), o que vai reforçar essa tendência. Mas também permanece "no ar" os rumores de que o governo brasileiro vai dar sequências às iniciativas para combater a desvalorização cambial assim que for encerrado o calendário eleitoral do país.

Nesse contexto, o dólar comercial encerrou o expediente sendo negociado por R$ 1,675 (valor de venda), em queda de 0,71%, após oscilar entre R$ 1,680 e R$ 1,671. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,790 para venda e por R$ 1,620 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,88%, aos 70.476 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,80 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 1,57%.

Entre as notícias importantes do dia, o BC reportou que a entrada de dólares no país bateu a saída por US$ 2,39 bilhões neste mês (até o dia 15). de janeiro até outubro deste ano, o saldo cambial está positivo em US$ 19,512 bilhões, ante os US$ 17,604 bilhões contabilizados em idêntico período de 2009.

Ainda neste mês, as compras de dólares promovidas pela autoridade monetária no mercado à vista somaram US$ 4,24 bilhões. Sem considerar setembro, um mês atípico por conta da capitalização da Petrobras, esse volume já bate as intervenções feitas em agosto, quando o BC adquiriu US$ 3,042 bilhões.

Após o encerramento dos mercados, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa básica de juros do país. A maior parte dos economistas projeta a manutenção em 10,75% ao ano.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram nos contratos de prazo mais longo.

A FGV apontou uma inflação de 0,89% em outubro, ante 1,03% em setembro, pela leitura do IGP-M, ainda em sua segunda estimativa prévia do mês. Já o IBGE registrou uma inflação de 0,62% neste mês, contra 0,31% no período anterior, conforme o IPCA-15, visto como uma projeção do IPCA, utilizado para o regime de metas do governo.

No contrato para janeiro de 2011 (de curto prazo), a taxa projetada passou de 10,63% ao ano para 10,64%, na exceção do dia; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,31% para 11,27%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 11,72% para 11,67%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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