Lei sobre câmbio chinês deve travar no Senado dos EUA

Publicado em 25/10/2010 08:14
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O Senado norte-americano não deve dar sequência à legislação sobre o câmbio chinês, depois do acordo do G20 sobre desvalorizações cambiais, segundo disseram analistas neste domingo.

Ministros da Fazenda do G20, grupo de economias líderes globais e emergentes, acordaram no fim de semana na Coreia do Sul em evitar as desvalorizações cambiais competitivas e buscar políticas para reduzir os desequilíbrios externos excessivos.

Nos Estados Unidos, há pressões de legisladores e da indústria por conta das vantagens comerciais da China, fruto do câmbio chinês. O assunto tem sido tema de campanha em Estados industriais norte-americanos.

O acordo do G20 dá mais tempo ao secretário do Tesouro, Timothy Geithner, para a busca de uma saída diplomática junto aos chineses sobre o valor do yuan.

"Acho que ele ganha mais tempo com o Congresso," afirmou o especialista em China Donald Straszheim, do grupo ISI. Para ele, o Senado vai deixar o assunto para o próximo Congresso. "Há muito a perder, e não o suficiente a ganhar."

No entanto, o porta-voz da senadora Debbie Stabenow afirmou que a democrata de Michigan vai pressionar pela aprovação da lei sobre câmbio.

"Temos que parar a manipulação de câmbio que atinge os negócios e os trabalhadores de Michigan," afirmou o porta-voz.

A legislação ameaçaria a China com tarifas, se o valor do yuan não subisse.
Fonte: Reuters

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