Dólar fecha a R$ 1,70; Bovespa tem leve alta

Publicado em 25/10/2010 16:57
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Em meio a "ameaças" do governo em lançar novas medidas para conter a desvalorização cambial, os preços seguiram a tendência mundial de baixa, repercutindo a falta de resultados concretos do G20 (grupo dos países mais desenvolvidos).

O dólar comercial, que chegou a ser negociado por R$ 1,698 no ponto mais baixo do dia, ascendeu para R$ 1,713 a poucas horas do fechamento. Essa cotação não se sustentou, cedendo para R$ 1,701 (queda de 0,46%) nas últimas operações.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,820 para venda e por R$ 1,650 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem leve alta de 0,06%, aos 69.569 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,38 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York valoriza 0,46%.

É praticamente entre analistas e demais profissionais do mercado de moeda: após as eleições, a Fazenda e as demais autoridades econômicas devem anunciar novidades que devem interferir na formação dos preços do dólar.

Essa tese ganhou força hoje com os números divulgados pelo Banco Central: apesar do aumento das alíquotas do IOF (imposto sobre operações financeiras) para investimentos de estrangeiros, a entrada de dólares no país já alcançou em outubro o segundo maior resultado do ano. Até a última quinta-feira, o fluxo cambial está positivo em US$ 3,8 bilhões (já descontada saída de divisas).

Nem o deficit externo recorde --de US$ 35 bilhões em nove meses-- afetou por muito tempo o mercado. Hoje pela manhã, analistas comentavam a falta de medidas mais específicas como saldo da reunião do G20 neste final de semana.

A proposta dos EUA para que os países estabeleçam metas para os saldos de suas transações com o exterior, de modo a conter os desequilíbrios externos, teve um acolhida fria e a reunião encerrou apenas com uma manifestação de compromissos para evitar a "guerra cambial".

Nesse contexto, ganhou intensidade a expectativa pela nova rodada de estímulos à economia americana ("quantitative easing"), tal como sinalizada pelo Federal Reserve (o banco central americano), e que contribui para derrubar ainda mais o valor do dólar na praça financeira internacional. Hoje, o euro se aproximou ainda mais da taxa de US$ 1,40 enquanto a moeda americana cedeu para o seu nível mais baixo de preços contra o iene.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas avançaram nos contratos mais negociados.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 10,65% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,36% para 11,41%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada ascendeu de 11,85% para 11,88%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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