Eleições de amanhã nos EUA geram incertezas na bolsa

Publicado em 01/11/2010 09:51
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Os Estados Unidos realizam amanhã suas eleições legislativas, em que serão escolhidos os futuros ocupantes de todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes e 37 das 100 vagas do Senado. Os agentes econômicos estão apostando que a volatilidade do mercado crescerá antes das eleições, assim como depois do anúncio do Fed na próxima quarta-feira, e vêm fazendo hedge contra surpresas indesejadas no encontro do BC norte-americano.

Além do pleito legislativo, haverá votação também para 38 governadores de estado e território, além de votação para assembleias legislativas dos estados.

Os republicanos são considerados favoritos para a eleição na Câmara, onde, de acordo com as pesquisas, deverão roubar a maioria, hoje em poder dos democratas. No Senado, a previsão é de que o Partido Republicano não consiga a maioria, mas reduza a larga diferença que atualmente o separa dos democratas naquela Casa.

Na última sexta-feira, o presidente Barack Obama disse que a economia dos Estados Unidos cresceu por seis meses seguidos depois que se divulgou que o PIB do país cresceu 2% no terceiro trimestre, confirmando as previsões de analistas. No segundo trimestre, o PIB daquele país havia aumentado 1,7%.

De acordo com o comunicado, a alta do PIB de julho a setembro foi influenciada pelos gastos com consumo pessoal, investimentos em estoque privado, gastos do governo federal e exportações.

O crescimento do PIB no terceiro trimestre teve como uma de suas causas o aumento do consumo das famílias. Outro fator que influenciou a alta foi a queda acentuada das importações, segundo o Departamento do Comércio.

Em sua fala, Obama disse que o país está vencendo "a pior recessão em 80 anos" e que sua missão é "acelerar a recuperação e encorajar o crescimento mais rápido".

Como o presidente dos EUA fez essas declarações às vésperas das eleições legislativas, em que a economia é o principal tema, surgiram críticas de que ele estaria se aproveitando para fazer campanha. Obama, no entanto, negou que tivesse essa intenção: "É temporada da política, mas essa temporada vai acabar logo", afirmou. "O que estamos fazendo hoje tem o apoio tanto dos democratas quanto dos republicanos. Não é um tiro no escuro, é uma proposta que funciona."

Unidade

O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu unidade aos republicanos, que segundo pesquisas de opinião obteriam a maioria da Câmara de Representantes nas eleições legislativas de amanhã, para restaurar a economia, em discurso na última sexta-feira.

Ao falar em uma fábrica em Beltsville, Maryland (leste), Obama disse ser consciente de que agora é "a alta temporada política", mas acrescentou que esta "logo acabará e, quando isto ocorrer, todos teremos a responsabilidade de trabalhar juntos todas as vezes que pudermos para promover o trabalho e o crescimento".

A Casa Branca antecipa meses de disputa com os republicanos no Capitólio por cortes de impostos, programas de criação de empregos e o déficit, se a maioria que o Partido Democrata (situação) ostenta se perder depois das eleições.

Wall Street

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam praticamente estáveis na última sexta-feira, encerrando outro mês de fortes ganhos, amparados por expectativas de que o Federal Reserve vai irrigar a economia com mais dinheiro nesta semana.

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, teve oscilação positiva de 0,04%, para 11.118 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq fechou estável, a 2.507 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve oscilação negativa de 0,04%, a 1.183 pontos. No acumulado do mês, o Dow subiu 3%, o S&P 500 avançou 3,7%, e o Nasdaq saltou 5,9%.

Na semana, o Dow recuou 0,1%, o S&P 500 teve oscilação positiva de 0,02%. O Nasdaq subiu 1,1%.

Os índices pouco oscilaram na última semana, em que investidores se anteciparam ao anúncio do Fed na próxima quarta-feira. A atividade nas últimas várias semanas tem sido fortemente influenciada por esperanças de uma grande rodada de compra de ativos. Os balanços corporativos deram suporte a dados macroeconômicos.

As ações da Microsoft subiram 1,5% um dia depois de a empresa divulgar um lucro que superou as estimativas de vendas maiores de seus softwares.

Do lado negativo, Chevron e Merck, ambas componentes do Dow Jones, recuaram depois de reportar seu resultado. Chevron caiu 2,2%. Merck cedeu 1,8%.

O índice de volatilidade VIX saltou 13% na última semana, ainda que as ações tenham subido marginalmente.

As eleições legislativas também têm concentrado as atenções de investidores, por pesquisas indicarem uma maior participação republicana na Câmara dos Representantes.
Fonte: DCI

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