China preocupa mas Bovespa ameniza perdas; dólar atinge R$ 1,72

Publicado em 19/11/2010 15:30 258 exibições

As ações brasileiras desvalorizam na jornada de negócios desta sexta-feira. O governo chinês confirmou um dos temores mais constantes do mercado e anunciou que vai adotar novas medidas restritivas à economia, em mais um esforço para conter pressões inflacionárias. O país é um dos maiores importadores mundiais de commodities.

Em algumas Bolsas de Valores, a exemplo da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), as ações de empresas baseadas em matérias-primas têm enorme influência no rumo dos negócios.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, desvaloriza 0,11%, aos 70.703 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,94 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, cai 0,13%.

O dólar comercial é cotado por R$ 1,723, em alta de 0,40%. A taxa de risco-país marca 177 pontos, número 0,56% abaixo da pontuação anterior.

Entre as primeiras notícias do dia, o banco central chinês advertiu que vai elevar o nível do recolhimento compulsório dos bancos, pela segunda vez em duas semanas, para a taxa recorde de 18% dos depósitos bancários. Trata-se da quinta medida anunciada somente neste ano por Pequim para combater pressões inflacionárias. A última estimativa de inflação dos preços ao consumidor mostrou a maior taxa dos últimos dois anos.

Ainda no front externo, o presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, defendeu o plano de US$ 600 bilhões para estimular a economia recentemente anunciado, e que foi alvo de críticas, tanto de autoridades estrangeiras quanto de especialistas domésticos. Ele afirmou que, para garantir as "bases econômicas" que "sustentam a recuperação do dólar", são preciso medidas para reconduzir um "crescimento sólido", sem inflação, dos EUA.

No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) registrou uma inflação de 1,2% em novembro pela leitura do IGP-M, em sua segunda estimativa do mês. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10%, percentual inferior ao registrado no ano (10,29%).

E o Ministério do Trabalho informou que o país teve uma geração de 205 mil empregos formais (já descontadas as demissões) no mês de outubro. Em dez meses, o total de vagas criadas chega a 2,40 milhões. O melhor resultado anterior em período equivalente, de 2,147 milhões de empregos com carteira assinada, havia sido apurado em 2008.

Fonte:
Folha Online

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