Crise europeia ainda preocupa e Bovespa cai 2%; dólar bate R$ 1,73

Publicado em 23/11/2010 15:28 138 exibições
As ações brasileiras desvalorizam com força na rodada de negócios desta terça-feira, sem que o crescimento do PIB americano acima do previsto estimule o apetite por risco dos investidores. A crise europeia continua sob os holofotes mundiais e os mercados especulam sobre qual deve ser a próxima "bola da vez", isto é, o próximo país a necessitar de socorro financeiro, a exemplo de Grécia e Irlanda.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, retrocede 2,07%, aos 68.189 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,02 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, perde 1,3%.

O dólar comercial é cotado por R$ 1,738, em alta de 0,46%. A taxa de risco-país marca 187 pontos, número 5,05% acima da pontuação anterior.

Entre as primeiras notícias do dia, o governo americano apontou uma expansão de 2,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Economistas contavam com uma variação pouco menor --de 2,4%. Trata-se uma estimativa preliminar, que deve sofrer nova revisão no próximo mês.

Ainda nos EUA, a NAR (associação dos corretores) contabilizou uma queda de 2,2% nas vendas de imóveis usados em outubro, em um desempenho pior do que o esperado pelo mercado -- analistas já esperavam uma contração, em torno de 1%.

No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou uma inflação de 0,86% em novembro ante 0,62% em outubro, pela leitura do IPCA-15, visto como uma estimativa prévia do IPCA, utilizado no regime de metas do governo. No acumulado do ano, o índice está em 5,07% e, nos últimos 12 meses, em 5,47%.

O mercado conta os minutos para a divulgação da nova ata do Federal Reserve (o banco central), com avaliações importantes do ritmo de recuperação da economia americana, devem monopolizar a atenção dos investidores. Analistas destacam que a ata do 'Fed' deve trazer novos elementos para a avaliação do plano de US$ 600 bilhões para estimular a economia americana.

Fonte:
Folha Online

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