Crescimento no Brasil fica abaixo dos PIBs de China e Índia

Publicado em 10/12/2010 09:20 260 exibições
Apesar de o ministro Guido Mantega (Fazenda) ter festejado o crescimento do PIB, o país não deve fechar o ano com expansão superior à da Índia -repetindo o cenário dos últimos 20 anos.

Os dados da Índia são sempre de difícil comparação porque o país tem um ano fiscal diferente (vai de abril de um ano a março do seguinte), mas os resultados do PIB (Produto Interno Bruto) até agora e as previsões de organismos internacionais apontam que o Brasil vai continuar a se expandir em ritmo inferior ao da nação asiática.

O próprio resultado do PIB do terceiro trimestre aponta para a diferença entre as duas economias: enquanto o Brasil se desacelerou de 9,2% para 6,7%, a economia indiana se manteve no mesmo ritmo (8,9%) -sempre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, que é a única comparação feita pelos indianos.

De janeiro a abril, a economia brasileira avançou 9,3%, 0,7 ponto percentual mais que a da Índia.

Além disso, a previsão do BC e do governo indianos é que a economia manterá o ritmo forte neste trimestre.

Outro indicador de que a previsão de Mantega não vai se confirmar são as recentes previsões de entidades multilaterais.

Tanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) como a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) trabalham com cenários em que a economia indiana vai ter expansão superior a 9%, enquanto o avanço da economia brasileira deve ficar em torno de 7,5%.

A última vez que o PIB brasileiro teve resultado superior ao indiano foi em 1986, na época do Plano Cruzado, no início do governo José Sarney.

O crescimento brasileiro não deve só ficar abaixo dos da Índia e da China (principal motor da economia global atualmente).

Países pequenos como Cingapura, Taiwan e até mesmo o Peru devem registrar avanço superior ao brasileiro.

TERCEIRO TRIMESTRE

Os resultados do terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores mostram que, com raras exceções, as economias dos mercados emergentes sofreram fortes desacelerações.

Na Ásia, economias como Coreia do Sul e Hong Kong diminuíram pela metade o seu ritmo de expansão.

A Austrália, que teve aumento de 1,1% no PIB entre abril e junho, viu a velocidade de avanço ser reduzida para 0,2% nos três meses seguintes.

Os países ricos tiveram diferentes cenários. Os Estados Unidos e o Japão conseguiram crescer mais que no segundo trimestre (ainda que em um ritmo insuficiente para recuperar as perdas com a crise econômica), enquanto os europeus, de modo geral, avançaram menos do que de abril a junho.

Fonte:
Reuters

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