Mínimo de R$ 545 terá impacto sobre consumo e inflação, avalia economista da FGV

Publicado em 17/02/2011 09:36 321 exibições
Do ponto de vista da inflação e consumo, o impacto é positivo, mas vai tender a ser não muito significativo este ano

O aumento do salário mínimo para R$ 545 terá impactos sobre o consumo e a inflação no mês em que ele é concedido, disse nesta quarta, dia 16, o coordenador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar Pinheiro.

– O mínimo de R$ 545 essencialmente repõe a inflação passada, que é a regra acertada – disse. Ou seja, ele mantém o valor real do salário mínimo.

– Tem um impacto no consumo no mês em que ele ocorre, mas esse impacto não é tão grande. A mesma coisa acontece com a inflação.

Castelar explicou que isso ocorre porque uma parte do índice de inflação é formada por preços que refletem serviços indexados ao salário mínimo. Entre eles, mencionou os empregados domésticos, cujos preços variam de acordo com o mínimo.

– Mas, também [o impacto] não vai tender a ser tão grande assim e, num certo sentido, repõe perdas reais que ocorreram para trás.

Na avaliação do economista da FGV, a principal discussão está atrelada à questão fiscal.

– Essa é a questão mais importante – afirmou. Disse que, nesse sentido, o governo tem acertado em insistir em manter a regra de aumento do mínimo para evitar que haja impactos sobre a despesa pública.

– Eu acho que o governo deve insistir. Acho que é importante, inclusive do ponto de vista da sinalização para os agentes econômicos, do compromisso do governo com a redução do déficit e aumento do superávit primário.

Reiterou que do ponto de vista da inflação e consumo, o impacto é positivo, mas vai tender a ser não muito significativo este ano.

Já um aumento maior do que R$ 545 terá mais impacto direto na inflação, devido aos preços que são indexados ao salário mínimo, e nas contas públicas também porque, indiretamente, elas “estão embaixo da inflação”, afirmou Castelar.

Fonte:
Agência Brasil

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