Estivadores mantêm dois terminais argentinos paralisados

Publicado em 03/03/2011 16:50 312 exibições
Trabalhadores bloqueiam desde a quarta-feira o acesso às plantas e portos da Cargill, Bunge e Aceitera General Deheza (AGD).
Estivadores na principal zona agroexportadora da Argentina mantiveram paralisados dois importantes terminais portuários nesta quinta-feira, informa matéria da Agência Reuters. Os trabalhadores da área de Rosário, um dos principais terminais agrícolas do mundo, bloqueiam desde a quarta-feira o acesso às plantas e portos da Cargill, Bunge e Aceitera General Deheza (AGD). Juntos eles, que representam cerca de 16% da capacidade de processamento no país.

As outras empresas da região, contudo, continuavam com suas atividades. "Os bloqueios são no terminal 6 (onde estão as plantas processadoras de grãos da AGD e da Bunge) e na Cargill. Nos outros lugares se está trabalhando normalmente", disse à Reuters Mónica Gámez, porta-voz da Cooperativa de Trabalhos Portuários, que reúne os estivadores em protesto.

Herme Juárez, outro representante da Cooperativa, assinalou que nos terminais bloqueados, localizados no Porto General São Martín – cerca de 20 quilômetros ao norte de Rosário –, os estivadores também paralisaram suas atividades, impedindo as firmas de carregarem os navios.

A paralisação se dá em meio às negociações, que começaram na quarta-feira, entre a cooperativa de estivadores e as empresas exportadoras. Os trabalhadores pleiteiam uma alta na tarifa de carga e descarga de navios. "Hoje (quinta-feira) seguem as conversas para ver se chegamos a um acordo. Tenho percebido que as negociações não estão longe de serem resolvidas", assinalou Gámez.

No ano passado, os estivadores da região realizaram uma greve por aumento nas tarifas da Cooperativa, que gerou sérios atrasos na atividade exportadora do setor agropecuário. Em fevereiro, trabalhadores da Confederação Geral do Trabalho (CGT) de San Lorenzo relizaram uma greve que paralisou as operações das empresas no norte de Rosário, incluindo empresas afetadas pelo atual bloqueio.

Fonte:
Reuters

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