Tóquio apresenta níveis de radiação 20 vezes superior ao normal

Publicado em 15/03/2011 07:27 453 exibições
O temor é que os ventos tragam partículas radioativas de Fukushima para a capital, que está localizada a 238 km da usina nuclear.
A proximidade de uma tragédia nuclear atemoriza a população da capital japonesa nesta terça-feira. Após o anúncio oficial do governo de que os últimos acidentes na usina de Fukushima liberaram radiação na atmosfera, a prefeitura de Tóquio anunciou que os nveis da radiação na manhã desta terça-feira estão acima do normal, mas não representam risco para a saúde dos habitantes. "Registramos um nível de radiação superior ao normal esta manhã em Tóquio", declarou o responsável da prefeitura da capital japonesa, Sairi Koga, acrescentando que "não se trata de um índice suficiente para afetar a saúde humana".

Apesar das declarações apaziguadoras do governo, o pânico nuclear chegou a Tóquio. A população corre para os já debilitados supermercados, à procura de água e pilhas para rádios.

O temor é que os ventos tragam partículas radioativas de Fukushima para a capital, que está localizada a 238 km da usina nuclear. De acordo com os dados da Agência Meteorológica japonesa, os ventos de Fukushima sopram nesta terça-feira no sentido sudoeste, trajetória que leva a Tóquio. Para desespero dos moradores da capital, a previsão da agência é que a velocidade do vento aumenta na quarta-feira, sem nenhuma alteração sem sua rota.

Ajuda internacional - O governo japonês admitiu que os acidentes desta terça-feira possam ter liberado quantidades de radiação altamente nocivas à saúde. Os moradores que vivem a uma distância de até 20 km da usina serão evacuados; aqueles que estão a até 30 km receberam orientação para permanecer em casa, com as janelas fechadas. Autoridades distribuíram 200 mil doses de iodo à população de Fukushima.

Governo minimiza vazamento de radiação do reator 4 de usina

O governo do Japão negou que haja um vazamento contínuo e elevado de radiação em torno do reator 4 da usina de Fukushima, depois do incêndio que ocorreu nessa terça-feira no edifício que o abriga. O porta-voz do Executivo, Yukio Edano, assegurou que os níveis de radiação em torno do reator diminuíram.

O fogo, no quarto andar do edifício, fez com que alguns objetos caíssem à estrutura do reator, que não se encontrava em funcionamento desde antes do terremoto de sexta-feira.

Também não estavam ativos os reatores 5 e 6 dessa mesma central, nos quais, segundo Edano, também foram detectados possíveis problemas em seu sistema de refrigeração. Na usina nuclear número 1 de Fukushima há apenas cerca 50 trabalhadores, depois de 800 funcionários terem sido evacuados.

O governo pediu a todas as pessoas que vivem em um perímetro de 30 km ao redor da usina que não saiam de suas casas, não abram as janelas e evitem ligar os aparelhos de ar-condicionado, além de ter declarado uma zona de exclusão aérea em um raio de 30 km.

Por causa da situação em Fukushima, os níveis de radiação aumentaram em amplas zonas, incluindo Tóquio, onde as autoridades indicavam que superavam cerca de 20 vezes o nível normal, embora as autoridades locais insistam que isto não implica riscos imediatos para a saúde.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 1,8 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso,s prejuízos já passam dos US$ 170 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

Veja abaixo um link com imagens de antes e depois de 21 regiões arrasadas pelo terremoto da última sexta-feira (21):

Tsunami arrasa costa nordeste do Japão

Fonte:
Veja + EFE + Terra

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