Inflação de alimentos seguirá até 2012, diz BID

Publicado em 02/05/2011 15:57 656 exibições
Commodities deve provocar elevação de até 1 ponto na inflação brasileira. Brasil, Colômbia e México devem ser países menos afetados, diz estudo.

O aumento dos preços internacionais dos alimentos deve provocar elevação de até um ponto porcentual na inflação brasileira no fim de 2011. E as elevações de preços internos tenderão a se estender "por vários meses além de dezembro de 2011", segundo um estudo com 13 países da América Latina e Caribe, divulgado nesta segunda-feira (2) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Brasil, Colômbia e México são apontados como os países que serão menos afetados pelas altas dos preços dos alimentos, com aumentos de inflação de não mais que um ponto porcentual em 2011.

Os resultados do estudo "Como o Choque de Preços dos Alimentos Afeta a Inflação na América Latina e no Caribe" têm como pressupostos a preservação, até o fim deste ano, das cotações das commodities agrícolas ao nível de fevereiro, quando já haviam atingido nível semelhante ao do pico de 2008. Também considera a adoção das mesmas respostas dadas pelos mercados e governos dos 13 países ao longo do ano passado.

Nessas condições, Bahamas, Panamá e Peru deverão sofrer aumento de dois a cinco pontos porcentuais. Bolívia, Guatemala, Honduras e República Dominicana apontam o pior cenário, de aumento superior a cinco pontos nos índices de preços ao consumidor. Países como Venezuela e Argentina não foram incluídos por não haver confiança em seus indicadores de inflação.

Segundo o estaduo, os países se diferenciam claramente pela adoção ou não da política de câmbio flutuante e do regime de metas de inflação. Nos casos do Brasil, do México e da Colômbia, esses mecanismos estariam ajudando a a amortizar o aumento dos preços das commodities agrícolas no mercado interno. Outro alívio vem do fato de esses países serem produtores de alimentos.

Segundo o estudo, o Brasil terá "o aumento menos significativo" na inflação gerada pelas cotações internacionais mais salgadas dos produtos alimentícios.

Fonte:
G1

0 comentário