Brasília Urgente: Votação do novo Código Florestal adiada para terça-feira

Publicado em 04/05/2011 20:16 e atualizado em 05/05/2011 07:44 1140 exibições
A votação no novo Código Florestal brasileiro foi adiada para a próxima terça-feira (10). Esta é a última informação que se tem sobre o andamento do processo em Brasília. O adiamento foi confirmado pelo ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, por volta das 19h53. 

O ministro disse ainda que trata-se "de um último esforço para a conclusão de um grande pacto sobre o novo código". 

Luiz Sergio disse também que ainda existem pontos de divergência, especialmente sobre as regras das áreas consolidadas de floresta e plantio. Além disso, ainda não há acordo sobre a proposta de isenção aos pequenos produtores rurais de recompor as áreas de reserva legal.

De acordo com a comentarista Carolina Bahia, partidos como o PMDB não quiseram votar nesta quarta, dia 4, e pediram que o governo reflita até a próxima terça. Além disso, o Palácio do Planalto não estaria disposto a bater de frente com a bancada do PT, que é contra alguns pontos defendidos pelo relatório de Aldo Rebelo, como a manutenção das áreas consolidadas pelo agricultura brasileira.

Para Wagner Rossi, ministro da Agricultura, apesar do adiamento da votação, a noite não foi de derrota para a agropecuária brasileira. Em entrevista a João Batista Olivi, em Brasília, Rossi tentou tranquilizar os produtores rurais dando garantia absoluta da votação a qualquer instância na próxima terça-feira. 

>> Clique AQUI e veja o vídeo com a entrevista do ministro Wagner Rossi a João Batista Olivi

A falta de consenso entre Aldo Rebelo e a bancada governista foi o principal fator para o adiamento da votação. Para a jornalista Carolina Bahia, o goveno não poderia permitir uma derrota junto ao seu próprio partido, haja visto que o líder do governo na câmara, deputado Cândido Vaccarezza, se mostra a favor do relatório de Aldo Rebelo. 

"Não se trata só da questão ambiental e nem só da questão rural, há muitos interesses políticos ligados a isso", completou Carolina Bahia. A jornalista acredita que será necessária muita paciência para aguardar por esse "grande acordo" que se espera acerca do relatório. 

Para o deputado Neri Geller (PP-MT), representantes da frente ruralistas devem se manter atentos à votação e lembra que o governo tem um compromisso com a sociedade e por isso deve oferecer aos agricultores condições legais para que possam continuar produzindo e contribuindo com o desenvolvimento do país. 

Já para Rui Ottoni Prado, presidente da Famato, o adiamento da votação do código foi definido como uma "noite de frustração". "O Brasil precisa da aprovação do novo Código Florestal para garantir a segurança alimentar", enfatizou. 

Para o presidente da Famato, o governo ainda tenta protelar o assunto enquanto milhares de produtores rurais seguem para a ilegalidade injustamente. "Queremos produzir dignamente. Por isso, na terça-feira que vem estaremos de volta à Brasília, com mais produtores para mostrar a nossa força", diz. 

A quarta-feira, dia 4 de abril, marcada para ser um dia histórico para o agronegócio brasileiro, foi tida para uns como uma grande frustração e para outros como mais um último "esforço para que se faça o melhor acordo" para um novo Código Florestal brasileiro. 
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    O PT, dominado pelo seu pensamento esquerdista, não admite a legalidade na consolidação das áreas agricolas já ocupadas, desmatadas a qualquer pretexto desde o descobrimento até 22/07/2008. Também não admite redução da recomposição das APP nas matas ciliares. O próprio Governo já admite estas teses pois são o desejo de qualquer cidadão esclarecido. Temendo a repercussão de uma fragorosa derrota, o Lider do Governo trabalhou para postergar a votação na tentativa de utilizar este tempo para fazer mudar de idéia os seus liderados.

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  • Mauricio Dias Araguaina - TO

    Gostaria de entende o que está acontecendo com o novo código florestal Brasileiro, ainda não consegui entender, pois andei fazendo uma conta e não acreditei! Vou demonstrar essa tal conta: No estado do Para na Região Amazônica, a reserva legal terá de ser 80% da área total da Propriedade, um vez que o Área total do estado e de 1.263.164,49Km² e possui uma área destinada a reserva florestal Pública de 653.311,34 Km², restará uma área de 609.853,15 Km² para as propriedades particulares, onde 80% destas será destinado as reservas legal das propriedades, ou seja, 487.882,52 Km², restado assim um área de 121.970,63 Km², onde desta teremos que tira as áreas urbanas, o que ficará para podemos usamos na produção de alimento e menos que 10% de todo estado do Para.

    Sou eu que tenho os dados errado ou os nossos governantes não sabem matemática?

    Fonte dos dados: http://www.mma.gov.br

    http://www.pa.gov.br

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