Presidente do Federal Reserve admite economia fraca, mas não acena mais estímulo

Publicado em 08/06/2011 10:06 128 exibições
O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, reconheceu nesta terça-feira a desaceleração na economia norte-americana, mas não deu nenhum sinal de que o banco central do país está considerando mais estímulos monetários para amparar o crescimento.

Bernanke também emitiu um duro alerta a parlamentares em Washington, que estão considerando agressivos cortes orçamentários, dizendo que essas reduções de gastos têm o potencial de minar a recuperação.

Uma recente batelada de fracos dados macroeconômicos, coroada com um relatório divulgado na sexta-feira que mostrou geração de apenas 54 mil empregos no mês passado, tem renovado especulações de que a economia dos EUA pode precisar de mais ajuda do Fed.

"O crescimento econômico neste ano até agora parece estar um pouco mais lento que o esperado", afirmou Bernanke em comentários preparados a serem feitos em uma conferência bancária em Atlanta.

"Um número de indicadores também sugere alguma perda de fôlego no mercado de trabalho nas últimas semanas", adicionou.

Porém, Bernanke argumentou que as últimas mostras de fraqueza provavelmente não durariam muito tempo e devem dar lugar a um crescimento mais forte no segundo semestre do ano.

Citando a recente alta na inflação, o chairman do Fed disse que isso é uma preocupação, mas, com a economia mais acomodada, ele previu que o aumento nos preços será transitório.

Bernanke disse que o fraco crescimento nos salários junto com expectativas de inflação estáveis o tranquilizam no sentido de a economia não sofrer uma ameaça imediata de entrar numa espiral de aumento dos preços.

Sobre o tema Orçamento, Bernanke repetiu seu pedido por um plano que promova um caminho fiscal sustentável, mas alertou os parlamentares contra maciças reduções nos gastos no curto prazo.

"Uma forte consolidação fiscal concentrada no prazo muito curto poderia ser auto-destrutiva caso mine a recuperação ainda frágil", disse Bernanke.

Fonte:
Reuters

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