Bolsas asiáticas: setor financeiro chinês pressiona índices

Publicado em 06/07/2011 09:05 197 exibições
As ações do setor financeiro chinês recuaram pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira após um fundo soberano vender uma fatia de sua participação em dois bancos, lançando um sinal de cautela sobre o risco no mercado.

O rali de ativos de maior risco que durava uma semana sofreu uma pausa à medida que investidores assumiram uma postura defensiva antes do encontro do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, da divulgação de dados sobre o mercado de trabalho americano e sobre a inflação e o Produto Interno Bruto da China na semana que vem.

Porém, o índice japonês Nikkei contrariou a tendência e registrou valorização de 1,1%, levando o mercado ao maior nível desde o primeiro dia de negociações financeiras após o desvastador terremoto acompanhado de tsunami que assolou o país em março.

O índice MSCI de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão teve ligeira queda de 0,2% às 7h55 (horário de Brasília) com a fraqueza no setor financeiro ofuscando em grande parte os ganhos dos setores de matérias-primas e industrial.

O setor financeiro recuou no segundo dia de desempenho abaixo do mercado após o Temasek, um fundo soberano de Cingapura, vender parte de sua fatia em dois dos chamados "grandes quatro" bancos chineses. O Temasek vendeu um total de US$ 3,6 bilhões em ativos do Bank of China e do China Construction Bank levando suas ações a cair mais de 3%.

O setor financeiro, que têm exercido o maior peso nas bolsas acionárias chinesas, contribuiu para queda de 1% no mercado em Hong Kong e desvalorização de 0,2% do índice referencial de Xangai, após a máxima em seis semanas na terça-feira.

As ações em Xangai tiveram uma forte recuperação na última quinzena, com o índice acumulando alta de 8%, a máxima em seis semanas. Mas a trajetória ascendente foi interrompida por novos temores sobre o impacto da dívida chinesa no setor. A bolsa de Taiwan avançou 0,46% e o índice de Sydney subiu 0,15%. Já Cingapura recuou 0,48%.

Fonte:
Reuters

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