Inflação na China abre a semana; dólar centra atenções

Publicado em 11/07/2011 07:51 181 exibições
A semana começa com a reação dos agentes aos indicadores da economia chinesa que foram apresentados no sábado.

Os preços ao consumidor subiram 6,4% em junho, no confronto anual, depois de marcar 5,5%. Tal inflação é a maior em três anos, mas ficou dentro do previsto. Grande parte da alta reflete a disparada de 14,4% registrada pelo preço dos alimentos.

Os preços no atacado avançaram 7,1%, também no comparativo anual, depois de marcar 6,8% em maio.

No domingo, foi divulgado que o saldo comercial chinês fechou o primeiro semestre do ano em US$ 44,93 bilhões, resultado 18,2% menor do que o observado nos seis primeiros meses de 2010. Apenas em junho, no entanto, o superávit somou US$ 22,27 bilhões, forte recuperação sobre os US$ 13,05 bilhões em maio.

A previsão era de que os dados fossem apresentados no dia 15. Ao adiantar a divulgação, a percepção é de que o governo chinês tenta evitar o vazamento de informações, já que, nos meses passados, os dados foram amplamente divulgados antes da apresentação oficial.

A agenda da China também reserva produção industrial, vendas no varejo e investimentos. Mas a data ainda não foi divulgada.

Fora da agenda de indicadores, mas de grande relevância para o comportamento dos mercados domésticos, está a reação da taxa de câmbio ao anúncio feito pelo Banco Central (BC) na sexta-feira.

Pela segunda vez no ano, o BC alterou o tamanho das posições vendidas que os bancos podem ter no mercado à vista sem que isso resulte em recolhimento de depósito compulsório.

A circular divulgada na sexta-feira aponta que a posição vendida que exceder US$ 1 bilhão ou o capital de referência, o que for menor, terá de recolher 60% de depósito compulsório. Até então, esse limite era de US$ 3 bilhões.

Ainda de acordo com o BC, as instituições financeiras terão cinco dias para ajustar suas posições antes que passe a valer a nova medida.

É justamente esse curto prazo para o enquadramento que cria a expectativa de alguma movimentação atípica de alta no preço do dólar ao longo da semana. Vale lembrar que os bancos encerraram o mês de junho com uma posição vendida no mercado à vista de US$ 14,7 bilhões.

De volta à agenda de indicadores, na semana que começa, os destaques são externos. Além dos números da China, são conhecidos os indicadores de inflação, varejo e produção nos Estados Unidos. Por aqui, foco nas vendas varejistas de maio.

Nesta segunda-feira, além do boletim Focus e da balança comercial semanal, os investidores conhecem a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho.

Amanhã, o foco está nas vendas do varejo brasileiro em maio e na ata do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Na quarta, sai o fluxo cambial semanal e o presidente do Fed, Ben Bernanke fala ao Congresso. Na quinta-feira, são destaques o comportamento do varejo e os preços ao produtor americano.

A semana acaba com a inflação ao consumidor e o desempenho da indústria dos Estados Unidos.

Fonte:
Valor Online

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