Obama e republicanos negociam exigências sobre dívida

Publicado em 15/07/2011 16:29 311 exibições
O presidente norte-americano, Barack Obama, e os republicanos discutiam nesta sexta-feira exigências para se chegar a um plano sério sobre o déficit, o que mostrava a falta de progresso nas negociações para evitar uma moratória da dívida.

Obama usou uma entrevista coletiva na Casa Branca para manter a pressão sobre os líderes do Congresso, para que eles cheguem a um acordo sobre uma pauta de trabalho para a redução do déficit antes do prazo final de 2 de agosto.

Cinco rodadas de conversações na Casa Branca nesta semana não produziram nenhum acordo, mas geraram disputas partidárias. As negociações devem ser retomadas no fim de semana.

"Mostre-me um plano sobre o que está sendo feito em termos de redução de dívida e déficit. Se eles me mostrarem um plano sério, estou pronto para me mover, mesmo se isso for requerer decisões difíceis", disse Obama.

O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, principal republicano do país, afirmou que Obama e os democratas ainda não mostraram um plano sério.

"Eles não se mostraram dispostos a colocar um plano real sobre a mesa. Sem cortes sérios de gastos... esse problema não será resolvido", disse Boehner.

O Congresso precisa elevar o teto de 14,3 trilhões de dólares para a dívida do país antes de 2 de agosto, ou o governo ficará sem dinheiro para pagar suas contas.

Os republicanos vêm insistindo que o governo se comprometa com uma redução do déficit antes de assinarem o aumento do teto.

Mas as conversações chegaram a um impasse sobre gastos e impostos. Obama disse concordar com maiores cortes de gastos e quer que os republicanos aceitem algum aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Eles recusam.

Obama suspendeu as negociações nesta sexta-feira, dizendo aos parlamentares que cheguem a um "plano de ação" para desbloquear as conversações.

Os líderes republicanos disseram que aprovarão na semana que vem uma lei que vincule o aumento do teto da dívida a uma redução mais forte e imediata dos gastos, a um limite para gastos futuros e a uma emenda constitucional que demande que Washington equilibre seu Orçamento neste ano.

A emenda tem, no entanto, pouca chance de obter os dois terços necessários para aprovação no Senado.

Fonte:
Reuters

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