Bolsas da Ásia fecham em alta; investidores recebem PIB do Japão

Publicado em 15/08/2011 07:49 211 exibições
Os investidores nos mercados asiáticos deram atenção a dados econômicos do Japão e ao fechamento das praças acionárias dos Estados Unidos na sexta-feira passada. Além disso, os agentes acompanharam o movimento das ações de empresas ligadas a matérias-primas e do setor financeiro.

Nesta jornada, o governo japonês mostrou que a economia do país encolheu a uma taxa anualizada de 1,3% nos três meses até junho, com o efeito do terremoto e tsunami ocorridos em março, que acabou tendo impacto na produção e nas exportações japonesas. A expectativa de alguns analistas era de uma retração mais marcada, da ordem de 2,5% a 2,7%.

No confronto trimestral, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão apresentou recuo de 0,3% no período de abril a junho, ante projeções de contração de 0,7% a 0,9% neste tipo de comparação.

À agência Kyodo News, Masamichi Adachi, economista-sênior do JPMorgan Securities Japan Co., disse que, tecnicamente, pode ser dito que a economia japonesa enfrenta uma recessão, mas ele emendou que, devido aos efeitos do terremoto, causa surpresa a contração ser pequena.

Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 1,37%, para 9.086,41 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, aumentou 3,26%, alcançando 20.260,10 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 2,64%, somando 4.282,90 pontos. O Shanghai Composite, de Xangai, teve valorização de 1,30%, para 2.626,77 pontos.

PIB do Japão cai pelo 3ºtrimestre seguido, mas vem melhor que esperado

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão contraiu-se 1,3% em termos anualizados e sazonalmente ajustados no segundo trimestre deste ano. Esse foi o terceiro trimestre consecutivo em que a economia encolheu, mas o resultado veio melhor do que a mediana das expectativas de analistas, que era de um recuo de 2,7%. No primeiro trimestre, a economia japonesa contraiu-se 3,6%.

No segundo trimestre ante o primeiro, o PIB caiu 0,3%, menos que o declínio de 0,9% registrado no primeiro e a queda de 0,7% esperada pelos economistas. Analistas apontaram que a contração resultou principalmente da diminuição das exportações e dos gastos dos consumidores após o tsunami e o terremoto ocorridos em março, que provocaram danos às indústrias da região de Tohoku.

As exportações caíram 4,9% e os gastos das famílias, 0,1% no segundo trimestre. O investimento em moradia diminuiu 1,9% enquanto os estoques contribuíram positivamente com 0,3 ponto porcentual para o PIB geral.

Apesar dos números negativos, os analistas não estão tão pessimistas com a economia japonesa à frente, porque muitos segmentos já registram recuperação rápida. A expectativa é de aumento do PIB no terceiro trimestre do ano. “Os dados de julho a setembro vão provavelmente mostrar um ritmo rápido de crescimento, refletindo a recuperação do consumo e das exportações”, disse o economista-chefe de mercados da Mizuho Securities, Yasuniro Ueno.

O ministro da Economia do país, Kaoru Yosano, também expressou otimismo, afirmando que espera crescimento elevado do PIB nos próximos trimestres. Em entrevista coletiva, ele disse que a contração do segundo trimestre resultou de “um fator extraordinário”, referindo-se ao desastre de março. Segundo ele, diversos indicadores econômicos mostram retomada.

O iene forte, no entanto, é um risco para esse cenário, ressalvou ele. Portanto, o governo deve tomar medidas para ajudar as empresas e o Banco do Japão deve manter a política monetária frouxa, defendeu.

Na Reuters:

Economia do Japão encolhe menos que esperado no 2o trimestre

A economia do Japão encolheu muito menos do que o esperado no segundo trimestre, com as empresas correndo para recuperar o nível de produção após o devastador terremoto de março.

A alta do iene e a desaceleração da economia global, no entanto, surgem como obstáculos a um crescimento sustentável.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, terceira maior economia do mundo, recuou 0,3 por cento no segundo trimestre, menos do que a mediana de 0,7 por cento das previsões e que a queda de 0,9 por cento do primeiro trimestre.

Analistas esperam que o Japão passe a crescer no período de julho a setembro, provavelmente com a maior taxa entre as economias industrializadas, com exportações e indústria retornando aos níveis anteriores ao desastre.

"A economia vai mostrar uma recuperação em V entre julho e setembro, com a cadeia de produção ajudando a fortalecer as exportações", disse Yoshiki Shinke, economista-chefe da Dai-ichi Life Research Institute.

"Mas a economia vai perder ímpeto de outubro a dezembro em diante, embora não deva cair de volta em terreno negativo, à medida que desacelerar a demanda externa", afirmou.

Em termos anualizados, a economia do Japão encolheu 1,3 por cento, ante mediana de queda de 2,6 por cento nas previsões. No mesmo trimestre, os Estados Unidos tiveram crescimento anualizado de 1,3 por cento.

Fonte:
Valor Online + Reuters

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