Veja como repercutiu a demissão de Wagner Rossi no Congresso

Publicado em 17/08/2011 20:42 e atualizado em 17/08/2011 21:50 276 exibições
Ministro da Agricultura era alvo de denúncias de irregularidades. 'Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma', afirmou.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão nesta quarta-feira (17) após uma série de denúncias de irregularidades.

Veja como sua saída do cargo repercutiu no Congresso:

Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado
“Com tantas denúncias de corrupção , a sua permanência se tornou insustentável. A renúncia é uma confissão de culpa e cria constrangimento para o governo por conta de sua ligação com Michel Temer. O importante, agora, é uma mudança radical do modelo.”

Agripino Maia (RN), senador e presidente do DEM
"Pede demissão quem não tem argumento para se defender. O ministro foi crivado de denúncias, disse que tinha a confiança da presidente Dilma. Mas, ao final, pediu demissão por não ter argumetnos para se defender da avalanche de denúncias. Isso vai, evidentemente, levar a um azedamento ainda maior da relação da base aliada com a presidente."

Líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP)
"O ministro Wagner Rossi estava tomando todas as providências para promover mudanças onde havia problemas. Fomos surpreendidos com o pedido de demissão do ministro. Ele prestou bons serviços ao governo."

Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ)
"O grau de articulações espúrias que estavam sendo operadas no ministério e a revelação deles o colocaram em uma situação similar à do seu conterrâneo Antonio Palocci. "

Deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara
"É mais um ministro que cai no governo Dilma, o quarto ministro, sendo que o terceiro por denúncias de corrupção. A situação era insustentável depois de tantas denúncias que foram apresentadas, o que reforça nesse momento que o governo sofre de um problema endêmico de corrupção."

Lincoln Portela (MG), líder do PR na Câmara-
"O PR não se alegra com a tristeza de ninguém, nem nos regozijamos com a infelicidade dos outros. O PR não se alegra com a queda de ninguém, mas quer, sim, que as coisas sejam apuradas normalmente, mas sem nenhuma forma de revanchismo."

Valdir Raupp (RO), senador e presidente do PMDB
"O bombardeio é muito grande, quando começa, demora para passar. Aconteceu [com Rossi] o que aconteceu com Antonio Palocci. Segura até onde dá, depois não dá mais, começa a desgastar o partido, colegas. Lamentamos a saída.''

Senador Pedro Simon( PMDB-RS)
"Eu acho que, de certa forma, foi bonito o gesto do ministro. Porque ele tinha apoio total da presidente, mas mesmo assim tomou essa atitude."

André Vargas, deputado e secretário nacional de comunicação do PT
"Primeiro, quero dizer que é uma pena que o ministro tenha saído. Não havia denúncia que justificasse isso, lamentamos muito. O ministro não sai como alguém que foi afastado pelo governo, sai para preservar o nosso governo. Ele não sai por nenhum tipo de ação do governo, foi uma decisão unilateral."

Na veja.com.br (coluna de Lauro Jardim):

Stephanes: Quando começa a ter de se explicar…

Reinhold Stephanes disse há pouco no plenário da Câmara que, por questões éticas, não irá analisar publicamente a queda de Wagner Rossi, seu sucessor na Agricultura. Mas falando em tese:

- Quando um ministro começa a ter de se explicar…

Por Lauro Jardim
21:11 \ Governo

Mendes cotado

Mendes Ribeiro (PMDB-RS) é um dos cotados para vaga de Wagner Rossi. O nome vai ser apresentado pelo PMDB a Dilma Rousseff.

Por Lauro Jardim
20:09 \ Governo

Os últimos momentos de Rossi

Eis como foram os dois últimos lances de Wagner Rossi como Ministro da Agricultura:

1)No meio da tarde, Rossi foi a Michel Temer e lhe comunicou a decisão de sair. Temer tentou convencê-lo a ficar. Em vão (por duas outras vezes, Rossi ameaçara fazer o mesmo e acabou ficando).

2)Temer, então, levou-o a Dilma Rousseff. Nova tentativa para que Rossi não se mandasse (não se sabe se pró-forma ou com sinceridade). Nova recusa.

Bye bye, Rossi.

Por Lauro Jardim
Firme como uma rocha

Hoje, no meio da tarde, Michel Temer garantiu a um interlocutor:

- O Wagner Rossi está firme como uma rocha.

Por Lauro Jardim
Fonte:
G1/veja.com.br

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