BC pode voltar a usar medidas emergenciais anticrise, diz diretor

Publicado em 19/08/2011 16:57 e atualizado em 19/08/2011 17:33 296 exibições
Mesmo com a conjuntura econômica internacional volátil, o Banco Central só vai atuar no mercado brasileiro “se e quando” for necessário, informou o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Pereira. Mas ele afirmou que, se houver uma forte deterioração do cenário externo, o país está pronto para voltar a tomar as medidas emergenciais que foram tomadas na crise de 2008.

“Numa conjuntura que é muito volátil, como verificamos nos últimos dias, nós temos que ter sangue frio. É fundamental continuar a analisar com a mesma atenção de sempre os determinantes da situação atual. A disponibilidade dos instrumentos fortes de política nos dá conforto. Mas agiremos somente se e quando for necessário”, disse.

Por enquanto, Pereira acredita que o cenário externo é de desaceleração, e não de “colapso”. Por isso, não se trata de uma repetição da crise de 2008. Mas ele admitiu que hoje há fragilidades que elevam a possibilidade de crise global com reflexo sobre o crescimento mundial.

“O Brasil hoje está mais preparado para enfrentar esse cenário mais complexo, mesmo que ele continue se deteriorando, sendo capaz de absorver choques externos ao menor custo para a sociedade”, disse Pereira.

Ele lembrou que o país tem reservas internacionais superiores ao que tinha antes do início da crise de 2008. O depósito de compulsórios bancários também foi reposto, o que beneficia o sistema financeiro do país, acredita.

“Além disso, praticamente todas as medidas emergenciais tomadas durante a crise de 2008 e que contribuíram para que superássemos aquele período sem maiores sobressaltos já foram revertidas. Mas, em uma eventualidade de deterioração do cenário externo, se preciso, podem ser rapidamente reintroduzidas”, afirmou.

O diretor do BC considerou o mercado consumidor brasileiro robusto, o que ajuda na solidez da economia brasileira, que teria sido o principal fator para que as agências de classificação de risco melhorassem a nota do Brasil, mesmo diante de um cenário internacional conturbado e de rebaixamento da nota de economias maduras.

Fonte:
Valor Online

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