Riscos de recessão estão mais elevados, diz diretor do BC

Publicado em 29/08/2011 08:05 237 exibições
O Banco Central vê que o cenário internacional está se desdobrando para a sua vertente mais negativa, com menor crescimento da economia mundial e riscos mais elevados de recessão. O Brasil está "mais preparado", disse o diretor de Assuntos Internacionais e Regulação Financeira do Banco Central, Luiz Pereira Awazu da Silva, mas "temos que, como sempre, analisar friamente e tempestivamente as circuntâncias excepcionais da economia global".

O mundo enfrenta hoje o que ele chamou de "segunda etapa" da crise financeira internacional. Segundo Silva, houve uma deterioração do cenário, como evidenciado pela volatilidade dos mercados, mas essa piora "não era imprevisível" e o BC e o governo vem tomando uma série de medidas que mantiveram e reforçaram o tripé de política econômica e deixaram o país fortalecido para enfretar esse contexto mais difícil.

"Estamos preparados, mas temos que reconhecer que o contexto econômico global tem se deteriorado significativamente. A desaceleração que estamos observamos está configurando-se como mais duradoura do que antecipávamos."

"Não estamos à beira de um colapso, mas há riscos mais elevados de uma recessão [global]", disse o diretor, durante palestra no 5o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&FBovespa.

Segundo ele, é preciso entender como a deterioração do contexto internacional tem e terá repercussões sobre o Brasil, cuja complexidade deriva de dificuldades conhecidas para sair de crises de endividamento.

O diretor do BC citou que a origem dessa crise veio da expansão excessiva do crédito privado associada a falhas da supervisão e da regulação financeira nos países desenvolvidos. Parte da dívida privada foi transferida para o setor público, com crescimento da dívida soberana. Depois de uma primeira fase de recuperação, com desalavangaem dos agentes e os estímulos fiscais, o crédito continuava fraco, com repercussão na confiança e no emprego.

"A desaceleração que inicialmente foi percebida como transitória está configurando-se como bem mais duradoura".

Fonte:
Valor Online

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