Queda da Selic levanta dúvidas sobre o rumo do dólar

Publicado em 01/09/2011 13:52 304 exibições
O real está entre as moedas que mais perdem valor para o dólar no mundo nesta quinta-feira. A moeda brasileira também está descolada de pares emergentes, como peso mexicano, dólar canadense e dólar australiano, que ganham da moeda americana.

Por volta das 13h50, o dólar comercial apontava alta de 0,56%, a R$ 1,602 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,614. O giro estimado para o interbancário estava em US$ 1,4 bilhão.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar comercial mostrava acréscimo de 0,71%, a R$ 1,6095, depois de subir a R$ 1,6205.

O assunto em pauta no mercado local é a redução da Selic em meio ponto percentual, de 12,50% para 12% na noite de quarta-feira. A decisão, que foi baseada na piora de cenário externo e melhora fiscal, pegou os economistas de surpresa, que trabalhavam com a estabilidade do juro básico.

No câmbio, juros menores reduzem o apelo das operações de arbitragem de juros, o famoso “carry trade”, que consiste em tomar dinheiro barato no mercado externo, trocar por reais e aplicar em papéis brasileiros.  

Esse corte de juros e a expectativa de que novas reduções possam acontecer também muda a cara do mercado de cupom cambial (DDI – juro em dólar). Na BM&F, os estrangeiros são os detentores de grande posição vendida em DDI, que ganha com a estabilidade ou alta de juros. No encerramento de agosto, esse estoque em DDI somava US$ 14,331 bilhões.

Fica a dúvida de como esses agentes vão lidar com essa “aposta” de juros estáveis ou em alta.  

No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, ganhava 0,40%, a 74,43 pontos. Enquanto o euro perdia 0,63%, a US$ 1,428. A moeda perde força após o leilão de títulos da dívida na Espanha, que teve baixa demanda.

Pelo segundo dia seguido, o destaque de alta ante o dólar fica com o franco suíço, que sobe cerca de 1,5%. A demanda pela moeda voltou a crescer conforme caiu a preocupação com novas intervenções do Banco Nacional da Suíça.

Fonte:
Valor Online

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