Com pouca liquidez, Ibovespa movimenta R$2 bi e cai para 55 mil pontos

Publicado em 05/09/2011 16:12 e atualizado em 05/09/2011 17:30 167 exibições
Num dia de baixa liquidez para os mercados, diante do feriado americano do Dia do Trabalho, o apetite a risco dos investidores é pouco representativo. O medo de uma nova recessão está estimulando a atuação vendedora nas bolsas mundiais, em meio ao enfraquecimento da economia americana e às turbulências da crise da dívida soberana na Europa.

No Brasil, por volta das 15h, o Ibovespa recuava 2,53%, aos 55.102 pontos. O volume negociado estava em torno de apenas R$ 2 bilhões.

Na Europa, as bolsas fecharam com quedas mais acentuadas. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 3,58%; em Paris, o CAC 40 perdeu 4,73%; e, em Frankfurt, o DAX despencou 5,28%.

No noticiário do dia, o partido da chanceler alemã Angela Merkel sofreu uma derrota política na eleição de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental, o que alimentou os temores de que o país poderá barrar nova tranche de um socorro financeiro à Grécia.

Ações de bancos foram o destaque negativo da jornada em meio às incertezas com a situação do país europeu e também diante da decisão do governo americano de  processar diversas instituições financeiras por venderem hipotecas com informações falsas ou incompletas às duas resseguradoras estatais de empréstimo imobiliário - a Fannie Mae e a Freddie Mac – durante o auge da bolha imobiliária.

E a Itália também está no radar, com as tensões de um rebaixamento de sua nota por agências de classificação de risco, ainda que a  Moody's tenha afirmado que ela permanece sob revisão.

Nos Estados Unidos, a decepção com os dados do “payroll” divulgados na sexta-feira passada ainda repercute nesta semana, período em que o presidente Barack Obama deve anunciar novas medidas para tentar estimular o mercado de trabalho. De toda forma, restrições orçamentárias e acirradas divisões entre democratas e republicanos tornam improvável a aprovação de um pacote substancial.

De volta ao Brasil, após o corte surpreendente da taxa Selic de 12,50% para 12,00% ao ano, que chegou a impulsionar os papéis mais atrelados à cena doméstica, o mercado avalia as novas perspectivas macroeconômicas.

O Boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central revelou que as instituições financeiras consultadas elevaram as projeções para a inflação deste e do próximo ano, mas cortaram as estimativas para os juros básicos da economia brasileira.

Dentro do Ibovespa, figuravam entre as maiores quedas do dia as ações B2W ON (-5,17%, a R$ 15,22), PDG ON (-5,49%, a R$ 7,57) e MRV ON (-5,67%, a R$ 12,64).

No setor financeiro, Bradesco PN perdia 3,53%, a R$ 28,07, Itaú Unibanco PN recuava 3,86%, a R$ 28,83, e as units do Santander Brasil tinham baixa de 4,12%, a R$ 15,10.

Também no “vermelho”, Petrobras PN se desvalorizava em 1,81%, a R$ 20, enquanto Vale PNA cedia 2,40%, a R$ 39,38.

Na direção oposta, entre as poucas altas do índice estavam papéis mais defensivos, como Eletrobras PNB (1,74%, a R$ 20,97) e ON (0,74%, a R$ 16,19), além de Redecard ON (0,79%, a R$ 25,33) e Eletropaulo PN (0,58%, a R$ 29,32).

Fonte:
Valor Online

0 comentário