Ibovespa recua 1,6% na abertura e encosta na linha dos 53 mil pontos

Publicado em 06/09/2011 10:38 164 exibições
A queda vista no mercado acionário brasileiro nos dois últimos pregões se estende na abertura desta terça-feira. As tensões com o cenário internacional ganham reforço, depois de as bolsas americanas terem ficado fechadas no início da semana por conta de um feriado.

Próximo das 10h20, o Ibovespa cedia 1,59%, para 54.121 pontos. Na BM&F, o índice futuro recuava 1,71%, aos 54.450 pontos.

Entre os ativos de maior peso, Petrobras PN caía 0,99%, a R$ 19,83; Vale PN perdia 1,36%, a R$ 39,14; OGX Petróleo ON cedia 2,05%, a R$ 10,98; Itaú Unibanco PN tinha desvalorização de 1,94%, a R$ 28,24; e BM&FBovespa ON se depreciava em 1,27%, a R$ 9,26.

Ontem, o Ibovespa teve perda de 2,71%, aos 54.998 pontos. O giro financeiro foi de apenas R$ 3,302 bilhões, o mais baixo em dois meses.

Investidores voltam a se refugiar em ativos considerados mais seguros e fogem de mercados como o de ações e commodities, em meio às tensões com o enfraquecimento da economia americana e com a falta de solução da crise da dívida europeia.

Dentre os destaques do dia, as encomendas à indústria da Alemanha recuaram 2,8% em julho na comparação com junho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio bem pior do que a estimativa de analistas, que era de queda de 1,5%, e ainda reverte o aumento de 1,8% registrado em junho ante maio.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% no segundo trimestre deste ano em comparação com o primeiro e 1,6% frente ao segundo trimestre do ano passado, segundo informou a Eurostat, agência de estatísticas da região.

O resultado na margem ficou em linha com o dado preliminar que havia sido divulgado pela Eurostat em 16 de agosto e com as previsões de analistas, mas na comparação anual o porcentual é um pouco menor que a alta de 1,7% originalmente divulgada.

Ainda no “velho continente”, o banco central da Suíça voltou a agir contra a supervalorização da moeda nacional, agora estabelecendo um limite para a cotação do franco em relação ao euro.

A autoridade monetária "vai fazer prevalecer essa cotação mínima com toda sua determinação e está pronta para comprar divisas em quantidade ilimitada", anunciou a instituição nesta manhã. "Com efeito imediato, o Banco Nacional da Suíça não vai tolerar uma taxa de câmbio abaixo do mínimo de 1,20 franco", comunicou.

No mercado americano, após os números fracos de emprego divulgados na sexta-feira passada, hoje as atenções dos agentes estão voltadas aos dados de atividade no setor de serviços em agosto.

Fonte:
Valor Online

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