Ibovespa contraria sinalização, abre em alta e rompe os 56 mil pontos

Publicado em 13/09/2011 10:33 195 exibições
A volatilidade vista nas bolsas europeias desde a abertura dos negócios contagia o desempenho dos mercados acionários americanos e brasileiro. Mesmo com o Ibovespa futuro apontando para baixo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu iniciar os negócios com viés positivo.

Passados cerca de 20 minutos de operações, o Ibovespa subia 0,86%, para 56.163 pontos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o índice futuro também passava a registrar alta, ao avançar 0,31%, com 56.530 pontos.

Entre os ativos de maior peso, Petrobras PN subia 0,34%, a R$ 20,41; Vale PN avançava 0,75%, a R$ 41,59; OGX Petróleo ON ganhava 0,55%, a R$ 10,93; Itaú Unibanco PN tinha valorização de 0,81%, a R$ 28,52; e BM&FBovespa ON se apreciava em 1,11%, a R$ 9,10.

Em Wall Street, os futuros do Dow Jones e do S&P 500 recuavam 0,11% e 0,09%, respectivamente.

Ontem, o Ibovespa chegou a perder 2,6% na mínima do dia, quando marcou 54.309 pontos, mas encerrou apenas com leve desvalorização de 0,17%, aos 55.685 pontos. O giro financeiro seguiu fraco, de apenas R$ 5,305 bilhões.

Análise técnica da Itaú Corretora indica que, com o Ibovespa acima das resistências em 56.300 e 56.800 pontos, o mercado deverá retomar o fôlego na tendência de alta de curto prazo, para buscar o topo recente em 58.600 pontos e a reta de resistência em 59.500 pontos.

“Porém, o Ibovespa continua oscilando próximo ao forte suporte em 54.100 pontos. Este é um importante patamar, pois é o que sustenta a tendência de alta de curto prazo. Caso perca este, o mercado deverá encontrar espaço para queda com suporte em 51.800 pontos”, alerta Marcello Rossi, que assinou o relatório do Itaú.

Mesmo com um ensaio de recuperação nesta jornada, o ambiente internacional continua preocupante. A crise da dívida grega segue em pauta e investidores aguardam a ida da delegação da União Europeia (UE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) - conhecida por troika – à Atenas amanhã, quando deverá avaliar os esforços feitos pelo país para poder receber nova parcela de um socorro financeiro.

Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um desembolso de 3,98 bilhões de euros (US$ 5,4 bilhões) para Portugal, após uma análise constatar que o país está em conformidade com as condições associadas à ajuda internacional.

Já na Itália, o governo confirmou conversas com o fundo soberano chinês para que considerasse a compra de títulos soberanos e investimentos em empresas do país europeu.

Em leilão realizado hoje, contudo, os asiáticos parecem não ter aparecido e o Tesouro italiano teve de pagar caro para investidores assumirem o risco do crédito. A instituição vendeu 3,9 bilhões de euros em bônus de 5 anos a uma taxa de juro de 5,60%, acima dos 4,93% registrados em leilão semelhante realizado em 14 de julho. A demanda superou a oferta em 1,28 vez; na operação anterior, essa relação tinha ficado em 1,93 vez.

Ao levantar 6,5 bilhões de euros, o governo da Itália não conseguiu alcançar o teto da meta, que era de 7 bilhões de euros.

Nos Estados Unidos, a agenda do dia é mais fraca. O Departamento de Trabalho informou que os preços dos produtos importados pelos EUA recuaram 0,4% em agosto na comparação com julho, indicando que as pressões inflacionárias seguem benignas no país. Embora menor do que o recuo de 1,0% esperado por analistas, essa foi a segunda queda em três meses.

Fonte:
Valor Online

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