Dólar opera com leve alta, enquanto investidor mostra cautela

Publicado em 14/09/2011 10:01 144 exibições
O dólar registra ligeira valorização ante o real nesta quarta-feira, no décimo pregão consecutivo de alta. Os investidores aguardam notícias da zona do euro e demonstram cautela.

Um dos eventos mais aguardados do dia é a teleconferência entre o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Por volta das 9h30, o dólar comercial subia 0,23%, cotado a R$ 1,716 na compra e a R$ 1,718 na venda. No mercado futuro, o contrato de outubro subia 0,40%, a R$ 1,726.

No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mensura o desempenho da moeda americana em relação a seis divisas, recuava 0,25%, aos 76,91 pontos.

O euro sofria um ajuste técnico, após a perda acentuada registrada nos últimos pregões, e avançava 0,26%, a US$ 1,371.  

Entre as notícias relevantes do dia, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating de dois grandes bancos franceses, o Société Générale e o Crédit Agricole. O corte na nota de crédito foi menos severo do que o mercado esperava, mas persistem as dúvidas sobre o setor bancário.

Ainda com relação à crise europeia, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, declarou hoje que Pequim vai fazer o que pode para a estabilização e recuperação da economia global, mas sinalizou que espera uma contrapartida.

Falando no Fórum Mundial de Economia, em Dalian, a duas horas de Pequim, o primeiro-ministro indicou que a China quer ampliar investimentos na Europa, mas preferencialmente em empresas.

Para socorrer os europeus endividados, Pequim quer que a União Europeia (UE) conceda rapidamente o status de economia de mercado ao país. Isso dificultaria a aplicação de medidas de defesa comercial, como sobretaxas antidumping, que tem se multiplicado contra produtos chineses baratos.

Nesta quarta-feira, o Banco Central divulgará o fluxo cambial semanal, que deve mostrar a continuidade do ingresso de recursos no Brasil.

Fonte:
Valor Econômico

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