Ibovespa abre com forte queda, com aversão global ao risco

Publicado em 19/09/2011 10:36 e atualizado em 19/09/2011 11:58 180 exibições
A aversão a risco volta a aparecer com força na abertura desta semana. Mais uma vez, as preocupações com a crise da dívida grega estão em pauta e levam as bolsas europeias a registrarem fortes perdas, na mesma trajetória vista no mercado asiático.

No Brasil, depois de três altas seguidas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também abriu as operações no “vermelho”. Passados cerca de 15 minutos de operações, o Ibovespa já cedia 1,86%, para 56.145 pontos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o índice futuro recuava 2,06%, aos 56.400 pontos.

O vencimento de opções sobre ações pode estimular a volatilidade na primeira etapa dos negócios desta segunda-feira.

Entre os ativos de maior peso, Petrobras PN caía 1,40%, a R$ 20,36; Vale PN perdia 0,93%, a R$ 42,60; OGX Petróleo ON cedia 2,08%, a R$ 11,76; Itaú Unibanco PN tinha desvalorização de 2,73%, a R$ 28,50; e BM&FBovespa ON se depreciava em 2,24%, a R$ 9,14.

Em Wall Street, os futuros do Dow Jones e do S&P 500 recuavam 1,49% e 1,75%, respectivamente.

Na sexta-feira passada, o Ibovespa havia avançado 1,47%, aos 57.210 pontos. Na semana, subiu 2,6%.

No mercado americano, as bolsas registraram altas mais modestas. O índice Dow Jones subiu 0,66% na última jornada, enquanto o Nasdaq ganhou 0,58% e o S&P 500 teve valorização de 0,57%. Na semana, Wall Street teve apreciação em todos os pregões.

Entre os destaques desta manhã, o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, prometeu prosseguir com seu plano para a Grécia registrar superávit primário em 2012, enquanto os credores internacionais pressionam pela aceleração das reformas e por cortes no setor público.

Venizelos vai participar ainda hoje de uma teleconferência de emergência com os inspetores da dívida. À frente das discussões, o ministro disse que permanece a meta de gerar mais receitas no próximo ano, apesar da recessão no país.

Os credores da Grécia ameaçam segurar a sexta parcela do pacote de resgate de 110 bilhões de euros, acordado em maio de 2010. Sem o recurso, no valor de 8 bilhões de euros, a Grécia pode deixar de honrar seus compromissos em meados de outubro.

O primeiro-ministro grego George Papandreou, que cancelou uma viagem programa para Washington e Nova York no sábado para ficar em Atenas para uma semana crítica, também convocou uma reunião de governo.

Já na Alemanha, a União Democrata Cristã (CDU), partido da premiê Angela Merkel, sofreu novo e importante revés ontem em eleição. Foi o sexto fracasso em sete eleições neste ano da coalizão de centro-direita.

Líderes da coalizão da chanceler, entretanto, defenderam sua união depois do resultado de pleito estadual e apesar de persistirem as tensões com relação à crise da dívida europeia.

Nos Estados Unidos, as atenções se voltam ao presidente americano, Barack Obama, que apresenta hoje ao Congresso um plano para reduzir o déficit público em cerca de US$ 2 trilhões nos próximos dez anos. Se forem confirmadas as medidas cogitadas nos últimos dias, que incluem aumento de impostos para os mais ricos e corte de benefícios sociais, haverá resistência da oposição republicana e dos democratas mais à esquerda.

Empresas

Na cena corporativa, o dia também promete ser agitado no Brasil. Não muito distante de atingir o limite de alavancagem financeira estabelecido pelo conselho de administração, com vencimentos de mais de R$ 4 bilhões de dívida até 2014 e ciente de que o negócio de papel já não oferece um futuro tão promissor, a Suzano Papel e Celulose avalia a venda de ativos nessa área, conforme mostrou o Valor.

O Valor ainda informou que a nova reorganização societária na Usiminas, com a saída dos acionistas Votorantim e Camargo Corrêa do bloco de controle, deve ocorrer em etapas. As mudanças na empresa foram precipitadas desde o início do ano pelo movimento de compra de participações na empresa feito pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch. O desenlace passa pela Nippon Steel, principal acionista controladora da siderúrgica mineira, que está disposta a assumir o controle.

Fonte:
Valor Econômico

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