Ibovespa acompanha toada internacional negativa e cai mais de 1%

Publicado em 19/09/2011 11:57 e atualizado em 19/09/2011 13:20 144 exibições
Embora tenha conseguido reduzir uma parte das perdas, o mercado acionário brasileiro segue acompanhando a toada das bolsas internacionais e registra queda nesta segunda-feira.

Mais uma vez, o temor de um default grego leva investidores a adotar uma postura mais defensiva nos negócios e ações atreladas a commodities e ao setor financeiro pressionam as bolsas globais.

No Brasil, por volta das 11h30, o Ibovespa cedia 1,34%, aos 56.441 pontos, e o mercado girava R$ 1,4 bilhão. Na BM&F, o índice futuro, com vencimento em outubro, apresentava baixa de 1,59%, com o registro de 56.670 pontos. Esta é a primeira queda do mercado acionário doméstico em quatro pregões.

Nos Estados Unidos, as perdas eram ainda maiores. O índice Dow Jones cedia 1,99%, o S&P 500 recuava 2,04% e o Nasdaq registrava baixa de 1,85%.

O sócio-diretor da AZ Investimentos Ricardo Zeno assinala que o vencimento de opções sobre ações na Bovespa proporciona certo descolamento de seus pares externos, mas a tendência segue negativa para o dia.

“A indefinição no cenário externo ainda prejudica o ambiente brasileiro e o mercado segue ao sabor da volatilidade já vista nos últimos meses. Investidores aguardam medidas concretas na Europa e hoje o setor financeiro volta a pesar sobre as bolsas”, comenta Zeno.

Mais uma vez, as notícias vindas da Grécia são recebidas com descontentamento pelo mercado. Os agentes estão atentos à teleconferência entre autoridades gregas e representantes da União Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) para discutir como está o cumprimento dos termos do acordo de resgate.

Os credores da Grécia ameaçam segurar a sexta parcela do pacote de resgate de 110 bilhões de euros, acordado em maio de 2010. Sem os recursos, no valor de 8 bilhões de euros, a Grécia pode deixar de honrar seus compromissos em meados de outubro.

O primeiro-ministro grego George Papandreou, que cancelou uma viagem programada para Washington e Nova York no sábado para ficar em Atenas para uma semana crítica, também convocou uma reunião de governo.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama apresenta seu plano para diminuir o déficit público em cerca de US$ 2 trilhões. O projeto, que deve conter aumento da alíquota de imposto para os mais ricos e corte de despesa com alguns benefícios sociais, será encaminhado a um comitê parlamentar conjunto para a redução do déficit.

Na agenda do dia, a Associação de Construtores de Casas dos Estados Unidos (NAHB, na sigla em inglês) mostrou que o índice de confiança do setor caiu 1 ponto em setembro, para 14.

Empresas

Dentro do Ibovespa, apenas quatro ações do Ibovespa resistiam à queda: Sabesp ON (1,96%, a R$ 47,74), TIM Participações ON (1,07%, a R$9,40), Ambev PN (0,84%, a R$ 55,88) e Marfrig ON (0,38%, a R$ 7,90).

Conforme mostrou o Valor, a Marfrig anunciou ontem uma medida que pareceria improvável há pouco mais de um ano para a companhia que cresceu graças a aquisições: decidiu vender o negócio de serviços de logística especializada para redes de fast food de sua subsidiária Keystone Foods, que atende EUA, Europa, Oriente Médio, Oceania e Ásia.

Já no campo negativo, destaque para o desempenho das units do Santander Brasil (-3,18%, a R$ 15,20), Usiminas ON (-3,39%, a R$ 23,04) e Hypermarcas ON (-4,59%, a R$ 11,42).

Reportagem do Valor revelou hoje que as negociações em curso indicam que o grupo japonês de acionistas da Usiminas, liderado Nippon Steel Corporation, vai exercer o direito de preferência e ficar com as participações de Votorantim e Camargo ao negociarem sua saída, esperada para breve. Dessa forma, contrariando expectativas de mercado, não serão concretizas mudanças no comando da Usiminas.

Entre as chamadas “blue chips”, Petrobras PN cedia 0,58%, a R$ 20,53, e Vale PNA recuava 0,41%, a R$ 42,82.

Fora do Ibovespa, as ações PNA da Suzano Papel e Celulose cediam 1,86%, a R$ 10,02, depois de o Valor ter mostrado que a empresa avalia a venda de ativos na área de papel.

Já os papéis ON da Anhanguera subiam 1,57%, a R$ 25,21, depois do anúncio da compra da Uniban.

Fonte:
Valor Econômico

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