'Crise da dívida representa maior desafio da história da UE', diz Barroso

Publicado em 28/09/2011 08:23 166 exibições
Presidente da Comissão Europeia diz que Grécia seguirá na zona do euro. Comissão Europeia aprovou proposta de taxa sobre transações financeiras.
A Comissão Europeia aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta de taxa sobre as transações financeiras, que deve render 55 bilhões de euros por ano, anunciou o presidente da instituição, José Manuel Durão Barroso.

"Com esta proposta, a União Europeia se torna uma precursora na implementação global de uma taxa às transações financeiras", acrescentou em comunicado o comissário europeu para questões fiscais, Algirdas Semeta.
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Barroso também afirmou que a crise da dívida representa "o maior desafio da história" da União Europeia (UE) e garantiu que a Grécia permanecerá na zona do euro.

"Durante os três últimos anos, os Estados membros concederam ajudas e garantias ao setor financeiro de 4,6 trilhões de euros. É hora de o setor financeiro dar sua contribuição à sociedade", disse Barroso no discurso sobre o Estado da União no Parlamento Europeu em Estrasburgo.

A taxa sobre transações financeiras, aplicada aos 27 países membros da UE, "pode gerar uma arrecadação de 55 bilhões de euros ao ano".

Grécia na zona do euro

Também disse que a "Grécia está e permanecerá na zona do euro". "A Grécia deve cumprir plenamente e a tempo seus compromissos em termos de redução do déficit público", destacou, antes de afirmar que UE continuará apoiando os países que têm dificuldades "até que voltem a ter acesso ao mercado".

"O caso da Grécia não é uma prova de velocidade, e, sim, uma maratona". "Estamos enfrentando hoje o maior desafio da história de nossa união", concluiu.

Os demais 16 membros da zona do euro, disse Barroso, seguirão proporcionando ajuda aos países em dificuldade sempre que estes cumprirem seus compromissos sob os programas de ajustes e reformas estipulados.

A Grécia está à espera de poder receber o próximo lance de ajuda externa de 8 bilhões de euros, mas ainda aguarda a chegada dos supervisores de Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu para completar a quinta revisão do cumprimento do plano grego.

O Eurogrupo, que se reunirá em 3 de outubro em Luxemburgo, não decidirá sobre o desembolso do próximo lance de ajuda.Neste contexto, Barroso assegurou que solucionar o problema grego 'não é uma corrida, mas uma maratona'.

Fonte:
G1

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