Brasil está a anos de distância da nota "A", diz Moody's

Publicado em 04/10/2011 12:15 303 exibições
A transparência e o rigor fiscal podem ajudar o Brasil a subir de nível nos ratings soberanos, disse um analista da Moody's na segunda-feira, mas uma eventual mudança para "A" ainda está a anos de distância. "O Brasil terá de criar uma nova trajetória" para sair de níveis mais baixos de investimento para notas superiores, disse Mauro Leos, analista para o Brasil da agência de classificação de risco Moody's Investors Service.

Isso significa não só ter um compromisso continuado para cumprir a meta de superávit, mas também fazê-lo com transparência, disse ele. "Nós vamos esperar para ver isso acontecer. A respeito da trajetória, essa trajetória (de transparência) não é tão clara quanto a de outros", disse Leos. Para o Brasil conseguir uma nota "A" será preciso "muito tempo", acrescentou.

A Moody's elevou a nota de crédito do Brasil em junho para "Baa2", dois graus abaixo da menor nota "A", e manteve a perspectiva positiva. A companhia costuma demorar de 12 a 18 meses para mexer na perspectiva, disse Leos. "O mais cedo que pensamos é no segundo semestre do ano que vem, e dependendo de como as coisas vão, nós podemos nos dar mais tempo", explicou. "Não estamos com pressa."

O único país latino-americano com nível "A" da Moody's é o Chile, com "Aa3." O gereciamento de crédito também será essencial para a nota do Brasil, segundo Leos. "O problema real na América Latina e no Brasil particularmente no médio prazo será como lidar com o crédito e a expansão de crédito que que estava lá e que eventualmente voltará." Embora os consumidores tenham ajudado a economia a crescer 7,5% ano passado, a maior expansão em 24 anos, economistas se preocupam com taxas mais altas de inadimplência.

Mas Leos observou que as medidas macroprudenciais, como depósito compulsório maior, estão implementadas. "As medidas macroprudenciais introduzidas mais cedo ainda estão implementadas e terão immpacto em termos de crédito, particularmente no crédito ao consumidor", disse.

Fonte:
Reuters

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