Seca na América do Sul dá suporte ao mercado da soja em Chicago

Publicado em 16/12/2011 11:07
A soja opera em alta pelo segundo dia consecutivo na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Depois das significativas baixas registradas no início da semana, o mercado tenta se recuperar e avança.

De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a sustentação para as cotações da oleaginosa vem da estiagem em importantes regiões produtoras na América do Sul. O clima seco em partes do Brasil e da Argentina poderia prejudicar severamente as lavouras e comprometer os estoques mundiais de soja.

A Telvent, agência norte-americana de notícias, informou que as lavouras argentinas de soja, milho e trigo deverão sofrer com o clima quente e com uma frente fria na semana que vem. Já no Brasil, a região sul pode enfrentar condições de clima mais quente nos próximos dias, com um volume de chuvas abaixo do normal nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

"O mercado futuro da soja está encontrando suporte nas contínuas preocupações com a seca na América do Sul", disse o estrategista de commodities do Commonwealth Bank, da Australia.

No pregão noturno desta sexta-feira, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta. O vencimento janeiro encerrou a sessão valendo US$ 11,17 por bushel, com alta de 5,25 pontos, e o maio/12 - referência para a safra brasileira - fechou a US$ 11,36, subindo 4,50 pontos.

Tags:

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil