Chicago fecha com leves ganhos depois de trabalhar boa parte da sessão no vermelho

Publicado em 21/02/2012 17:30 e atualizado em 22/02/2012 06:12
As cotações na bolsa de Chicago têm um dia de altos e baixos, trabalha dos dois lados da tabela, mas encerra com pequenos ganhos. O primeiro vencimento, Mar/12 fechou a US$12,71/bushel , alta de 3,5 pontos. O vencimento maio, que é referência para a safra brasileira encerrou a US$12,77/ bushel  e o vencimento Novembro, que passa a ser o principal indicador de negócios para os produtores norte americanos fechou a terça-feira com ganhos de 0,25 pontos cotado a US$12,62/bushel.

Após o feriado desta segunda-feira (20) nos Estados Unidos, em função do Dia do Presidente, os futuros da soja  já encerraram o pregão noturno sem uma direção definida e fecharam  em campo misto. Os vencimentos mais próximos fecharam com altas de pouco mais de 1 ponto e  o contrato novembro/12 fechou a sessão no vermelho. 


O cenário de fundamentos permanece positivo para a soja. A quebra na safra da América do Sul e mais uma demanda aquecida, principalmente por parte da China, vem dando sustentação aos preços nos últimos dias. 

Por outro lado, os futuros do milho e do trigo fecharam a sessão noturna em queda. Ambas as commodities encerraram o pregão noturno com quedas superiores a 6 pontos nos principais vencimentos. 

Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, de Chicago, a sessão noturna começou com preços firmes e o mercado forte. As expectativas sobre a aprovação do novo pacote de resgate da Grécia vinha animando os traders, bem como a nova redução do compulsório bancário na China. "O dólar apontava baixa, enquanto mercados financeiros asiáticos ilustravam o "otimismo" no macro cenário com tais medidas. As commodities agrícolas acompanharam este movimento inicial, mas não conseguiram sustentar ganhos", disse Dejneka.

Esse recuo se deu, portanto, por conta de uma reação do dólar, que acabou esfriando a euforia inicial no financeiro, em, como disse o analista, um clássico movimento conhecido como "compra boato, vende fato". "Mercados financeiros vinham subindo na expectativa de tal anúncio (compra boato) e agora pausam para analisar os reais efeitos do resgate anunciado (vende fato). Isso ajudou a pressionar as agrícolas", completou o analista. 

 Além disso, as incertezas sobre a safra norte-americana e mais a grande expectativas sobre os números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga entre quinta e sexta-feira também pesaram sobre os preços. Fora isso, ainda há a presença de chuvas tanto no Brasil quanto na Argentina, que poderiam aliviar os prejuízos causados pela seca nos dois países.

*Acompanhe o analista de mercado Pedro Dejneka pelo Twitter: www.twitter.com/PHDerivativos

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Fonte: Notícias Agrícolas

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