Soja: Vazio completa um mês; agora alerta é contra a ferrugem

Publicado em 20/07/2012 08:21 e atualizado em 20/07/2012 10:23 474 exibições
O período de vazio sanitário completou um mês. A Aprosoja alerta os produtores rurais que é preciso eliminar a soja guaxa, aquela que nasce espontaneamente na entressafra, principalmente nas margens das rodovias. A preocupação é com a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. “O clima úmido propicia a sobrevivência da planta e, assim, cria a chamada “ponte verde”, que pode levar a doença para a soja que será plantada na próxima safra”, explica o gerente institucional da Aprosoja, Nery Ribas.

O coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, está percorrendo o estado e verificou que há esporos do fungo em plantas guaxas nas regiões norte e sul, especialmente entre Rosário Oeste e Sinop e, também, em Jaciara, Dom Aquino e Campo Verde. “Já em Rondonópolis e mais ao sul a situação está mais tranquila”, explicou.

A previsão do coordenador do Mapa é pessimista se nada for feito para eliminar a soja guaxa e frear a proliferação dos esporos da ferrugem asiática. “Com a previsão de chuva para o final de agosto e em setembro, durante o período que se inicia o plantio de soja em Mato Grosso, vamos voltar à situação crítica que vivenciamos no ano de 2005”, alertou Guerra.

O vazio sanitário foi adotado em 2006 em 12 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso. Também realizam o vazio sanitário os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Bahia, Rondônia, Maranhão e Pará. O período proibitivo do plantio da soja vai até o dia 15 de setembro. O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) está fiscalizando as propriedades rurais, notificando e multando os proprietários que não eliminarem a soja guaxa.

Na última safra, a ferrugem asiática reduziu a produtividade nas lavouras mato-grossenses. A estimativa inicial, feita pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), era de 22 milhões de toneladas na safra 2011/12, mas os problemas associados à doença baixaram este número para 21,3 milhões de toneladas.
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Aprosoja

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