Farelo de soja registra preços historicamente altos e já causa preocupação aos compradores

Publicado em 20/07/2012 14:01 879 exibições
Avicultura e suinocultura seguem cada vez mais comprometidas com os altos preços do cereal

A falta de farelo de soja no mercado já preocupa diversos setores da cadeia produtiva no cenário agrícola, mas os maiores prejuízos continuam a ser somados pela avicultura e suinocultura. Caso não haja farelo no mercado, a situação pode se agravar ainda mais.

De acordo com Osmar Gioveli, proprietário da Indústria de Farelo Giovelli & Cia Ltda, a procura pelo farelo da oleaginosa já está diminuindo . “É uma coisa automática, pois os preços estão desestruturando toda a cadeia da carne. Não tem respaldo nenhum aos produtores”, menciona Gioveli, que revela que os preços da tonelada do farelo chegam a R$1250,00.

Além do alto custo do farelo, que é ingrediente essencial para a ração animal nas duas cadeias e não tem substituto, a comercialização da carne vem sofrendo com uma queda na demanda pelo consumidor, o que faz com que a defasagem entre o custo de produção e os preços pagos ao produtor seja ainda maior.A tendência natural nesse cenário é a diminuição na produção de aves e suínos. O repasse dos altos custos para o consumidor final também não é uma opção,já que o consumo está em recuo.

“ O Governo precisa tomar alguma ação concreta. Não adianta colocar centavos no preço do suíno se estão deixando os grãos irem embora”, ressalta Gioveli. A preocupação dos setores agrícolas é que falte farelo de soja no mercado, o que tornaria a situação ainda mais insustentável aos produtores. Maior que o problema dos preços altos é o risco de não ter produto, segundo Gioveli. “Esse é o preço mais alto a se pagar, e nem tanto a questão do aumento. Pelo menos até uma próxima safra, não tem de onde importar”, diz.

A principal reivindicação é pela adoção de mecanismos  governamentais que garantam acesso ao farelo de soja de maneira a manter as produções dos setores prejudicados, e não permitir que a situação que já é grave fique ainda mais séria.

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Por:
Thaís Jorge
Fonte:
Notícias Agrícolas

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