Oil World estima que soja supere os US$ 18/bushel na Bolsa de Chicago
Publicado em 18/09/2012 16:19
e atualizado em 18/09/2012 17:59
Analistas da consultoria alemã Oil World afirmaram, nesta terça-feira (17), que a soja poderá superar o valor dos US$ 18 por bushel em Chicago ainda este ano, superando seus recordes, em função da safra norte-americana não ser suficiente para atender a demanda mundial até a entrada da nova produção da América do Sul. Atualmente, o maior preço registrado pela CBOT foi o de US$ 17,94, no dia 4 de setembro.
O que vem estimulando o expressivo avanço dos preços da commodity no mercado internacional é a restrita oferta mundial de soja. Na safra 2011/12, a produção da América do Sul foi seriamente comprometida por uma severa estiagem ocasionada pelo La Niña. Em seguida, na temporada 2012/13, a produção de grãos dos Estados Unidos também sofreu com o clima seca e registra agora uma séria quebra.
Confirmando essas perdas, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu suas estimativas para a produção e produtividade de soja e milho do país em seu último relatório de oferta e demanda divulgado no dia 12 de setembro.
Diante disso, em nota, a Oil World informou que "em algum momento, nos próximos dois meses, é possível que os preços da soja devem atingir uma nova máxima e ultrapassem os US$ 18/bushel".
Por conta dessa menor oferta, em cerca de 15 milhões de toneladas, a consultoria acredita ainda que o volume máximo de exportações dos Estados Unidos na atual safra será de 25 milhões de toneladas - de setembro de 2012/fevereiro de 2013 - e o montante é apenas 500 mil toneladas maior do que o registrado no ano passado.
Sobre os estoques de soja dos EUA no final de fevereiro do próximo ano, a Oil World estima um recuo para 25,10 milhões de toneladas, contra as 39,30 milhões no final de fevereiro de 2012.
Ainda de acordo com a consultoria, é possível que aproximadamente 83% da oleaginosa disponível nos EUA para exportação já tenha sido vendida para embarque na primeira semana da atual temporada. "Isso poderia criar uma situação de preço explosivo caso a China e/ou outros países importadores continuem comprando para embarque em setembro/fevereiro", informou a nota da Oil World.
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas