CBOT: Evolução da colheita nos EUA e do plantio na América do Sul pressiona soja

Publicado em 03/10/2012 11:31
Mais um dia negativo para os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago. O mercado ainda é bastante técnico e os fundos de investimentos seguem liquidando suas posições e, na madrugada desta quarta-feira (3), a soja voltou a registrar seu menor preço em três meses, segundo analistas. 

O quadro que movimenta os negócios em Chicago ainda é o mesmo: pressão vinda do avanço da colheita nos Estados Unidos e boas condições para o início do plantio da nova safra na América do Sul. 

Nos EUA, a evolução da colheita é recorde e está muito avançada em relação aos índices registrados no ano passado. Tal movimento tem trazido uma quantidade considerável de soja ao mercado, ampliando a oferta disponível, mesmo com a quebra da produção norte-americana em função da seca. 

Como vem sendo explicado por analistas de mercado nas últimas semanas, apesar dessa ajustada oferta, a entrada de produto no mercado acaba pressionando os preços. 

Paralelamente, enquanto acontece a colheita nos Estados Unidos, o plantio do ciclo 2012/13 conta com condições climáticas favoráveis na América do Sul, fato que contribui para o recuo dos preços. 

"Vemos uma pressão contínua vindo para este mercado. O ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos, as condições favoráveis para o plantio na América do Sul estão pesando sobre os preços globais das oleaginosas", disse o estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, Luke Mathews.

Para Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, o mercado está bastante nervoso e essa pressão do avanço da colheita acabou surpreendendo, já que está sendo muito maior do que o esperado. Entretanto, como explicou, por outro lado esse é o movimento "normal" do mercado diante de fundos com posições tão compradas como o momento atual. E os fundos continuam vendendo, liquidando suas posições e, como disse o analista, "venda atrai venda".  

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Fonte: Notícias Agrícolas

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