Após sessão volátil e às vésperas do USDA, soja encerra no vermelho

Publicado em 07/11/2012 17:57 e atualizado em 07/11/2012 18:35
Após uma sessão de bastante volatilidade, a soja encerrou esta quarta-feira (7) em terreno negativo. Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago terminaram o dia perdendo pouco mais de 8 pontos nos principais vencimentos. 

Durante esta semana o mercado tem caminhado de lado, alternando entre pregões negativos e positivos, operando em compasso de espera pelos próximo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira, dia 9 de novembro. 

O que analistas e traders acreditam é que o departamento não deva apresentar alterações muito drásticas e suas estimativas e a que as informações mais importantes, dessa vez, sejam sobre os estoques finais norte-americanos e também sobre a demanda. O esperado pelo mercado é de que a colheita dos EUA seja ampliada em 1 milhão de toneladas. 

Para Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar Corretora, estes “não seriam números tão baixistas até porque a estimativa de estoques finais continua bastante apertada nos EUA”. Cachia diz ainda que esses novos números deverão colaborar para que o mercado tome uma direção mais bem definida. 

No entanto, apesar de as expectativas apontarem para poucas mudanças, às vésperas da atualização dos números os investidores se mostram menos avessos ao risco e buscando um melhor posicionamento no mercado. 

Outro fator que já começa a influenciar o mercado internacional de grãos é o andamento da safra 2012/13 na América do Sul. O mercado acompanha com atenção as informações vindas principalmente do Brasil e da Argentina. 

Há algumas semanas, o plantio das lavouras brasileiras de soja em importantes regiões produtoras no Centro-Oeste do país sofriam com a falta de chuvas. A seca acabou atrasando os trabalhos de campo, provocando até mesmo a necessidade do replantio em algumas regiões. 

Já no Sul do Brasil, assim como na Argentina, os produtores sofriam com o excesso de precipitações, condições que também comprometem o bom desempenho dos trabalhos de campo, uma vez que a umidade no solo é tanta que chega a impedir a entrada do maquinário nas plantações.

Porém, apesar dessas adversidades climáticas já começarem a ser observadas pelos participantes do mercado, alguns analistas afirmam que ainda seria cedo para reduzir o potencial de uma safra recorde na América do Sul. O caminho para o ciclo 2012/13 é bastante extenso e ainda exige bastante atenção e acompanhamento. 

Tags:

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil